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EUA: um século de ascensão



No outono de 1774, chegaram a Europa as primeiras notícias sobre a insurreição dos colonos americanos, que lutavam pela independência dos Estados Unidos. A opinião pública do Velho Continente, espantou-se com a ousadia dos habitantes da colônia. Nove anos após, 3 setembro de 1783, pelo tratado de Versalhes, a Inglaterra foi obrigada a reconhecer a independência da colônia na América, proclamada em 1776. Porém ninguém na Europa, inclusive a Coroa inglesa, acreditava na sobrevivência da jovem nação. O governo criado logo após a independência devia exercer sua autoridade sobre os territórios entre o Atlântico e o Rio Mississipi, de leste a oeste, e dos Grandes Lagos ao Norte, até as possessões espanholas da Flórida, ao sul. Mas na Europa continuaram duvidando que a autonomia se sustentasse por muito tempo. Na realidade o governo americano dispunha de poucas possibilidades para exercer sua autoridade, a moeda perdia o valor, vários motins eclodiam na armada. Os fatos foram demonstrando o quanto o Velho Mundo estava enganado e eles próprios estavam divididos pelas lutas entre as potencias coloniais. A França vingando-se da perda das possessões canadenses para os ingleses, deu apoio aos Estados Unidos e conseguiu a adesão da Espanha e dos Países Baixos. Em 1789 George Washington foi eleito o primeiro presidente dos Estados Unidos e governou até 1797. Enquanto a Europa era abalada por anos seguidos de revolução, nos Estados Unidos dois partidos políticos se consolidavam. Os federalistas chefiados por Alexander Hamilton, desejavam um poder federal forte e centralizado. Sua base de apoio eram os comerciantes e os industriais do norte. Os democratas chefiados por Thomas Jefferson, contavam com o apoio de pequenos industriais e proprietários de terras e eram contrários a interferência excessiva do poder central, em detrimento a Constituição e a autonomia dos estados. Preocupados com a Revolução Francesa que desencadeou diversas insurreições populares, os federalistas conseguiram assumir o poder com John Adams entre 1797 e 1801, e deram apoio contra a França. Thomas Jefferson assumiu a presidência em 1801 e governou até 1809, com o seu governo e o de James Monroe de 1817 a 1825, a nação teve um longo período de paz interna. O país ampliou suas fronteiras. Novos estados haviam sido criados com a colonização do oeste: Ohio (1803), Kentucky (1792),Tennessee (1796) e Vermont (1791). A Luiziânia, comprada à França por 15 milhões de dólares em 1803, dobrou o território da União, aumentado em 1819 com a inclusão da Flórida, cedida pela Espanha. A marcha para o oeste alcançou excelentes resultados e em 1846 a Inglaterra reconheceu a posse estadunidense do Oregon que estendeu o país da costa do Atlântico a costa do Pacífico. Na presidência de James K. Polk, a fronteira do país avançou para sudoeste. Com a anexação do estado do Texas, eclodiu uma guerra contra o México (1846/48). No fim do conflito, o México perdeu dois quintos do seu território incorporados aos Estados Unidos. Texas, Califórnia, Nevada, Arizona, Novo México e regiões que formariam Utah. Em apenas 50 anos os 13 estados unidos passaram a 51, ocupando o triplo do território. A população crescia com a chegada de imigrantes europeus. O trabalho escravo base da economia agrícola do Sul, foi uma das causas da guerra civil sustentada contra o Norte que se industrializava. Este fato aliado à campanha para a abolição da escravatura, liderada pelos intelectuais nortistas, elegeu em 1860 um antiescravagista: Abraham Lincoln. Os estados do Sul, não viram outra saída se não a da Guerra de Secessão que começou em 12 de abril de 1861 e durou 4 anos. Uma luta sangrenta que terminou com a vitória do Norte e a conseqüente libertação dos escravos. A abolição provocou a ruína econômica do Sul, enquanto o Norte se valia do impulso que a guerra deu à sua industria. Surgiram grandes magnatas industriais, Vanderbilt e Rockefeller que começaram a assentar as bases de seus impérios econômicos. As ferroviasexpandiram suas linhas de costa a costa. A industrialização partiu para produção em série; surgiram grandes inventores como Thomas Edison. O governo estabeleceu uma barreira alfandegária, impedindo a importação de produtos industriais que favoreceu ainda mais o processo produtivo. Em 1990, cem anos após a independência, os Estados Unidos eram reconhecidos como a primeira potencia industrial do mundo.


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