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Vampiros



VAMPIRO - mortos, mas não muito -

O que era exatamente um vampiro? Vampiro é um ser universal, parte do repertório de civilizações de todo o mundo e para entender o vampiro, é preciso primeiro compreender o mundo dos nossos ancestrais. Na Idade Média não era cogitada uma explicação racional ou científica para os "mortos" que voltavam à vida ou defuntos naturalmente mumificados. Segundo os cronistas da época, santos voltavam à vida para fazer milagres ou seu corpo não apodrecia como nos casos da santa, em 1433, Liduvina de Haia e a santa Catarina de Bolonha, em 1463 respectivamente. Já os vampiros saíam do seu túmulo para espalhar o terror. Seu corpo se recusava igualmente a apodrecer. Muitas vezes os de sexo masculino eram encontrados com pênis em ereção dentro do caixão, totalmente nus, pois comiam a sua mortalha. Para o homem medieval, explicar o vampirismo era simples: diabolus símia Dei (era uma forma de Satã imitar Deus). E por que existiam vampiros? Para os chineses, o homem tinha uma superior (hun) e outra inferior (p''o). Os restos mortais, quando intactos, podiam ser tomados integralmente pela parte baixa do ser como numa reação alquímica como sol ou a lua, o cadáver voltava à vida com as piores intenções possíveis. Já as explicações racionais para o vampirismo aconteceram na década de 1730, que se tratava de casos de cólera, daí os rostos rubicundos dos vampiros, ou de peste. E a ausência de decomposição de certos cadáveres justificava-se pela natureza do lugar do sepultamento. Um pequeno tratado do médico parisiense Jacques Bénigne vinslow, em 1742, dizia que os cadáveres encontrados nus no caixão tinham sido na verdade enterrados vivos e, em desespero devoravam as próprias mortalhas. Tem explicação até mesmo para ereção do pênis defunto, que segundo o erudito Michael Ranft, no século XVIII, "o pênis, de natureza esponjosa, pode erguer-se espontaneamente se um líquido ou sopro penetrar na artéria hopogástrica". Váris foram às tentativas de explicar o vampirismo, mas nada desfez o fascínio da criatura sanguinária. Segundo o psiquiatra búlgaro-francesa Julia Kristeva, "o mito do vampiro nasce do nosso medo da morte e do desconhecido".Outros, afirmam que a crendice popular é o reflexo do psiquismo humano, ou então, o vampiro personifica a inveja, o desamparo psicológico.E no século XXI, a descoberta final, na verdade todos somos vampiros. Conheçam alguns motivos para virar vampiros: pacto com o diabo, o sétimo filho do sétimo filho, sexo com a avó, nascimento monstruoso, casamento com uma bruxa, criança sem batismo e criança devoradora (descoberto no parto que a criança devorara parte da membrana amniótica). Algumas denominações para vampiros: 1. Camazotoz ? México e Guatemala ? deus-morcego dos maias, com dentes enormes e afiados, asas e garras. A criatura é inspirada em um enorme morcego hematófago que povoava a região, agora já extinta; 2. Strigoi ? Romênia ? este morto vivo mantém mais ou menos a aparência da pessoa original. Só mais ou menos: defunto desenvolve cauda e pêlos cobrem sua pele. Ele anda descalço, nu ou vestindo apenas uma camisola. Sai do túmulo à meia-noite, carregando o caixão nas costas; 3. Kiang Shi ? China ? tem longas unhas e curva, cabelo comprido, olhos estáticos e vermelhos e pele esverdeada. Voa e, além de chupar sangue, é dono de um hálito verdadeiramente venenoso. Para detê-lo, basta um monte de arroz, pois ele se vê obrigado a contar todos os grãos; 4. Kappa Japão ? trata-se de umas criaturas humanóide perversas, pequenas e verdes. Muitas vezes é parecida com uma criança, mas outras tantas se assemelham a um sapo ou lagarto.Eles atacam animais e sugam sangue pelo ânus, além de estuprar mulheres e roubar o fígado das pessoas; 5. Mjertovjec ? Rússia, Belarus e Ucrânia ? sua aparência é abominável, não possui nariz e tem oábio inferior fendido. A deformidade, no entanto, não impede que seja um exímio cavaleiro. Sementes de papoula atraem esse ser, que as seguirá até sua tumba. Para afastar um vampiro utilize um desses sete meios: despistar no cortejo fúnebre um suposto vampiro, desorientando com um longo trajeto da igreja até o cemitério; amuletos colocados junto ao vampiro no caixão; incenso e alho usado para tampar os olhos, a boca e as narinas do defunto; a cruz símbolo do cristianismo poderoso contra vampiros; execuções cunha de madeira no coração e uma eventual decapitação; cozimento em vinho serviço para ciganos e estrangeiros; vampirização a lógica é que beber o sangue de um vampiro imuniza contra a ação do dito-cujo.


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