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A Fraude que Revoltou a França



A Fraude que Revoltou a França

Quando o capitão da artilharia Alfred Dreyfus, oficial do Estado Maior do Exército, foi sentenciado á prisão perpétua, na Ilha do Diabo, Guiana Francesa, em 1894 não houve protesto. A recém saída França da guerra contra a Prússia vivia um período de estabilidade política interna. 4 Anos se passaram até que ilustres personalidades resolvessem denunciar as irregularidades do processo e somente em julho de 1906 sua inocência foi reconhecida e ele pode ser reabilitado. Sempre se acreditou que o capitão fora acusado devido a um erro decorrente da perícia apressada. Dreyfus era judeu de origem burguesa numa arma do exército onde predominava uma elite aristocrática. Passados 24 anos da derrota para os alemães na guerra Franco- Prussiana, a França experimentava um período de prosperidade econômica, grande efervescência cultural e intenso desenvolvimento científico. A aliança da Alemanha com a Itália e o Império Austro-Húngaro e atritos com a Inglaterra devido á litígios coloniais eram ameaças. O canhão de 75 mm era dotado de um revolucionário freio que amenizava o recuo da peça após o disparo, tornando-a muito mais rápida e eficiente. O 75 mm seria uma das principais causas da vitória francesa na batalha do Marne durante a primeira guerra mundial. Dreyfus foi um bode expiatório e foi escolhido por não ser popular. Seu caráter introvertido era desdenhado. Para esconder o novo canhão dos alemães, os franceses decidiram lhes passar informações falsas e o encarregado dessa missão foi o coronel Sandherr, chefe do serviço de informações. Um agente duplo implantado na embaixada alemã vendeu informações falsas. Era preciso punir alguém para dar veracidade á farsa. Fabricou-se o Boreau, um papel que prometia aos alemães o segredo de um outro canhão, o 120 mm. O oficial Esterhazy, nobre decadente, se prestou ao papel de agente duplo. O escolhido por Sandherr para ser punido foi o capitão Dreyfus, judeu. A letra do Boreau forjado seria dele. Com base nisso e em outras provas duvidosas ele foi condenado á prisão perpétua e degradado diante de seus pares. O ministro da guerra, General Auguste Mercier, durante a gestão do primeiro ministro Charles Dupuy, ordenou a prisão do espião. Sandherr morreu em 1896, em conseqüência de problemas nervosos.   

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