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IMPERADOR TRAJANO



Marco Úlpio Nerva Trajano, em latim Marcus Ulpius Traianus, (18 de Setembro 53 - 9 de Agosto 117) nasceu em Itálica (hoje Santiponce), na Bética, no sul da Hispania (atual Espanha), perto de Híspalis (depois Sevilha) no ano 53. Foi imperador de 98 a 117.
De família nobre, concluiu a formação militar junto ao pai, governador primeiro da Síria e depois da Ásia, à época de Vespasiano. Comandou uma legião na Hispania e participou das campanhas na Germânia, nas quais conquistou grande prestígio. Em 91 foi nomeado cônsul por Domiciano. O imperador Nerva adotou-o como seu sucessor e, com a morte daquele, em 98, ele foi nomeado imperador. Os pretorianos apoiaram sua escolha.
Sob seu reinado o Império Romano atingiu sua máxima extensão. Após este período, com seu filho adotado Adriano, o contenimento dos vastíssimos territórios geográficos conquistados (de Portugal à Pérsia, da atual Inglaterra ao milenar Egito), passou a ser prioridade.
Derrotou os partos e os armênios e lutou contra os dácios (regiões dos países atuais da Romênia e da Hungria) em duas batalhas que são celebradas nas cenas em relevo da coluna de Trajano, em Roma.
As riquezas obtidas dos saques destas regiões conquistadas, que por
centenas de anos haviam evitado, com sucesso, as tentativas de invasão
de Roma, serviu grandemente para o financiamento de novas construções
em Roma, provavelmente importante para obter a aceitação de um povo que
se sentia acima de tudo superior aos interioranos de províncias
conquistadas pela espada.
Também, beneficiado pelo fato de que, dos arquitetos aos mestres de construção de seu império, terem eles atingido o seu apogeu
profissional em sua época, as novas construções e renovações puderam
ser realizadas sem custos vastamente superiores aos que tiveram sido
necessários para tal por imperadores do passado.
O imperador Trajano, sendo filho da distante província espanhola,
portanto, foi o primeiro imperador que não era natural de Roma,
abrindo, assim, o caminho para uma nova era, onde os horizontes da
participação cidadã romana nos altos escalões do império passou a ser
bem mais abrangente.
Além disso realizou novos projetos arquitetônicos e reformas em educação e agricultura, aquedutos, etc.

Muitas obras públicas foram realizadas, inclusive uma nova parte da Via Ápia. Foi um excelente administrador e teve a lealdade de seus súditos.
É considerado por muitos romanos da época como o maior dos imperadores (Optimus princeps). Porém a verdade é que a sua política de conquistas gerou alguns danos à economia do império, reparados depois por Adriano.
Trajano era, antes de tudo, um chefe militar. Durante a fase final
de seu reinado, dedicou-se exclusivamente à guerra e deixou boa parte
da administração civil em mãos de terceiros. Morreu, provavelmente de
um ataque cardíaco, na viagem de volta da campanha parta, em Selinus, perto do Mar Negro, no dia 8 de agosto de 117.As guerras contra os dácios
Em 101, Trajano começou sua primeira guerra contra os dácios, um povo que vivia na atual Romênia, cujo líder era Decébalo. A guerra terminou no ano seguinte com a vitória romana na batalha de Tapae. Entre 105 e 106, seguiu-se a segunda guerra dos dácios, durante a qual os romanos tomaram a capital dácia, Sarmizegetusa, e anexaram a Dácia como província do império. Estas guerras se refletem na coluna de Trajano, que se levantou juntamente com o Fórum (Fórum de Trajano), onde foi colocada para celebrar a vitória.
Aproximadamente ao mesmo tempo, se integrou sem luta ao império o reino dos nabateus, convertendo-se em província romana com o nome de Arábia Pétrea.

As guerras contra os partos
Em 113, Trajano começou uma guerra vitoriosa contra os partos (ver Império Parto). Armênia, Assíria e Mesopotâmia foram integradas no Império Romano.
Este alcançou, com estas conquistas, sua máxima extensão. Problemas
logísticos, rebeliões e uma enfermidade de Trajano seriam os
impedimentos para conquistar mais territórios além destes limites.

Um Governo Liberal
Suas prolongadas permanências na guerra exterior não impediram
Trajano de levar a cabo uma intensa política interior, motivo de
acendidos elogios na historiografia romana, porta-voz da opinião do
Senado, uma antiga instituição que reunia em seu seio a aristocracia e queria o poder de que havia gozado no regime republicano anterior a instauração do Principado por Augusto.
A ascensão ao poder de Trajano supôs para o senado a recuperacão da liberdade perdida, "um tempo novo", disse Plínio. Com a colaboração do senado, onde implantou o voto secreto, Trajano trouxe um plano de regeneração moral e política que teve conseqüências na administração, na justiça e na economia. Se preocupou especialmente de aumentar os recursos do fisco,
com o fim de levar a cabo sua política de construções e melhoras da
infraestrutura. Seria também o impulsor de um plano de ajuda aos
proprietários agrícolas consistente na concessão de crédito abaixo do
interesse e cuja originalidade consistia em que os interesses que se
cobravam se destinavam a alimentação das crianças de condição livre.
Assim, o tempo favorecia o aumento da natalidade, que havia caído há
índices alarmantes.Construções
Por um lado, se preocupou de realizar aquelas construções
necessárias para facilitar a romanização e melhorar as condições de
vida dos cidadãos: abriu caminhos em terras distantes, criou novas
vias, construiu aquedutos e pontes, entre os que destaca o que fez
sobre o Danúbio para facilitar a conquista da Dácia.
Por outro lado, levantou edificações que, além de contribuírem para a perpetuação de sua memória, buscavam o embelezamento da Urbe, um aumento nas possibilidades de diversão dos romanos; teatros, circos, etc.
Contou com os serviços do maior arquiteto da Roma Imperial, Apolodoro de Damasco. As obras que se levantaram em tempos de Trajano foram deste magnífico arquiteto. Foi também quem desenhou o célebre Panteão. Este último imperador ordenou sua morte: dizem que o obrigou a suicidar-se.

Sucessão
Justo antes de sua morte em 117, Trajano adotou seu sobrinho Adriano quem o sucedeu no trono. Esta sucessão deu-se através da adoção, na qual se acredita que Plotina
tenha desempenhado um papel decisivo. Na época circularam rumores que
Plotina teria assinado o decreto de adoção depois da morte do marido (post mortem).
A titulação completa de Trajano no momento de sua morte era:
Imperator Caesar Divi Nervae filius Nerva Traianus Optimus
Augustus Germanicus Dacicus Parthicus, Pontifex maximus, Tribunicia
potestate XXI, Imperator XIII, Consul VI, Pater patri


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