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Mosteiro de Alcobaça



Património Mundial da UNESCO, é uma das mais importantes abadias da Ordem de Cister na Europa. Na Igreja do mosteiro, encontram-se os túmulos dos dois protagonistas de uma das mais belas histórias de amor, contada nos ricos ornamentos que enfeitam a sua última morada.
Segundo a lenda, contada em tons de branco e azul nos painéis de azulejos da Sala dos Reis, D. Afonso Henriques, terá prometido a S. Bernardo, Abade de Claraval, em ofertar a ?Herdade de Alcobaça?, caso vencesse os mouros na tomada de Santarém. Tal vitória e cumprimento de promessa levou à fundação do Mosteiro de Alcobaça.
A construção do monumento iniciou-se em 1178.
Internacionalmente reconhecido, o seu valor, reside principalmente na arquitectura reveladora, no rigor da sua austeridade e na pureza das formas construtivas do espírito de S. Bernardo.
Baseando a sua vida no coro, na oração, na penitência, na renúncia aos bens materiais e no trabalho manual, em constante comunidade no mais absoluto silêncio, os cistercienses de Alcobaça, no reinado de D. Sancho I e de D Afonso II, trabalharam na construção da Igreja e do Dormitório, Sala dos Monges, assim como no desenvolvimento da politica de arroteamento e desenvolvimento das terras que lhe foram doadas.
O Rei D. Dinis mandou construir o Claustro do Silêncio ou de D. Dinis, um dos maiores que os Monges de Cister edificaram. Da mesma época de construção, aparenta ser o refeitório onde se encontra o Púlpito do Leitor, uma das mais belas peças arquitectónicas a nível mundial.
Harmonizam-se a robustez românica e a acentuada verticalidade do gótico, com posterior vislumbre barroco, na fachada da Igreja, imperando no seu interior a austeridade em três naves à mesma altura despidas de adornos, formando um conjunto que impressiona pela simplicidade e grandeza.
A Cozinha, revestida a azulejos, é um espaço surpreendente, quer pela dimensão da chaminé central, quer pelo tanque que recebe a água directamente de um braço do rio Alcoa, confirmando a engenharia dos cistercienses em questões hidráulicas.
D. Pedro e D. Inês, repousam nos seus túmulos, na Igreja do Mosteiro que é a maior do país e primeira grande obra do gótico primitivo português.
Estes dois túmulos, são duas obras-primas de escultura tumular do século XIV, constituindo os mais preciosos exemplares da época medieval portuguesa.
Com a criação de obras de arte, os Monges Cistercienses de Alcobaça, deixaram durante sete séculos uma história grandiosa.
Em 1834, com a extinção das ordens religiosas, os Monges abandonaram o Mosteiro, tendo parte do seu valioso recheio desaparecido e outra parte ido para museu. A sua biblioteca dividiu-se pela Biblioteca Nacional e pela Torre do Tombo.
A abadia de Alcobaça foi reconhecida em 1985 como Património Mundial pela UNESCO, sendo uma das mais importantes abadias cistercienses europeias atendendo ao seu estado de conservação e à sua arquitectura.
Símbolo de Cister!


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