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África Sariana e Sudanesa - Política, Sociedade e Economia



A variedade dos recursos económicos da região acentua as diferenças políticas entre os Estados.
Marrocos, Tunísia e Egipto vivem do turismo; Líbia e Argélia do petróleo; Sudão, Chade, Níger, Burkina Faso, Mali, Mauritânia e Sara Ocidental da agricultura de subsistência.
Uma política autoritária é outro carácter que unifica estes territórios, como o desequilíbrio nos padrões vitais dos diferentes grupos sociais que provoca êxodos migratórios muitas vezes incontroláveis.
Esta área foi colonizada pelos Europeus até meados do século XX, de seguida dá-se a conquista da independência e um conjunto de problemas de governação difíceis de resolver.
Em Marrocos, a nível social, existem duas componentes bem distintas: a Berbere, ao longo da cadeia do Atlas, e a Árabe, urbana e rural dedicada à agricultura e ao comércio.
Independente desde 1956, este país, assumiu uma posição moderada em relação ao conflito entre Israelitas e Palestinianos e muito aberta em relação ao Ocidente.
Ainda por resolver está a questão do Sara Ocidental, território semidesértico, que faz extrema a Norte com Marrocos e quer a Independência.
Inserida no mundo árabe, a Tunísia, independente de França desde 1956, é um dos estados mais abertos ao Ocidente. Posiciona-se no Mediterrâneo Meridional, e a indústria do turismo representa a segunda fonte de entrada de divisas para o país, a seguir às exportações têxteis.
Também na Argélia, existiam estruturas modernas económicas e afrancesadas até à sua independência em 1962, favorecida pela descoberta do petróleo que unificou culturalmente as áreas costeiras e os Oásis do interior, de fé islâmica mozabita rigorosa (mulheres de rosto coberto, economia de pecuária, cultura das tamareiras). Seguiu-se a difusão do fundamentalismo islâmico que provocou reacções politicas autoritárias e travou o processo democrático. A economia argelina tem a riqueza do petróleo, mas tem também a sociedade dividida entre o intreguismo político ? religioso de modelo iraniano e uma vontade de modernização, separando claramente a religião da gestão pública.
Embora ainda visíveis no edifícios os sinais da breve colonização italiana, o petróleo também mudou a Líbia. Com ele cresceu o bem-estar, mas também a força dos militares, sendo o Coronel Khaddafi, que não tolera a oposição política enquanto vai modernizando o país.
O Egipto, por sua vez, é um país com contrastes e contradições internas, mas também, vitalidade e um notável peso político-cultural em todo o mundo árabe. A nacionalização do Canal do Suez foi a primeira fase de independência em relação ao Reino Unido, sendo a posição mediadora no conflito entre israelitas e palestinianos o aspecto mais significativo da política externa egípcia actual.
É o país mais povoado dos estados árabo-africanos e talvez o mais aculturado, mas também com grandes focos de pobreza mais evidentes nas periferias urbanas e nas aldeias. Beneficiado pelos legados arqueológicos dos Faraós ao longo do Nilo e pelas estâncias balneares do mar Vermelho, tornou-se um país de turismo por excelência.
É também o país das grandes transformações no território, como a canalização das águas do Nilo, a barragem do Assuão e a projectada construção de um grande canal paralelo ao rio, para colonizar o Egipto Ocidental.
O Sudão, além dos problemas comuns de secas e doenças endémicas, no seu vasto território sobrepovoado, vê-se a braços com um crescimento urbano tumultuoso, um desemprego elevado, guerras entre a população árabe do Norte e as tribos negras do Sul do país.
A vida política do Chade, tem sido marcada por lutas armadas entre as várias facções políticas, sobre as quais se inserem conflitos étnicos entre as populações arabizadas e os banto-sudaneses.
Muito atrasadas, são as condições sociais de boa parte da população do Níger. O povoamento é rural, distribuído por pequenas aldeias de agricultores ou articulado nas estruturas nómadas de pastores do Sael, sendo as difíceis condições ambientais a grande dificuldade de povoamento do país.
A baixa qualidade de vida do Burkina Faso, tem como índices, a alta taxa de analfabetismo, baixa esperança de vida, rendimento per capita
dos mais baixo do mundo e por uma altíssima mortalidade infantil, agravado pela difusão da Sida.
Também o Mali, se encontra entre os países mais pobres do globo, onde as difíceis condições ambientais aliadas à herança da dominação colonial e aos contínuos golpes de Estado, pesam no atraso desta região. As lutas étnicas sempre presentes, são causa persistente de instabilidade social.
A Mauritânia, embora ultimamente, com algum progresso económico, mantém uma estrutura económica baseada na agricultura e na indústria mineira ligada a factores de atraso e de submissão colonial. As secas cíclicas, prejudicam as colheitas e aplicam duros golpes na pastorícia nómada.


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