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Etiópia



A Etiópia localiza-se no leste do continente africano. A capital é Adis Abeba.
Os primeiros habitantes da Etiópia teriam sido os cushitas, povo hamito-semítico ao qual se uniram diversas tribos procedentes da Arábia. Há registros em textos egípcios, que mencionam a antiga civilização etíope e chamam seus habitantes de habashat, origem do vocábulo Abissínia, nome pelo qual o país foi conhecido no passado. No século II da era cristã instaurou-se o reino de Aksum, o que foi possível pelo progressivo domínio das tribos semitas, procedentes do sul da Arábia, sobre as tribos autóctones. Segundo a lenda, o reino aksumita remontaria a um estado anterior, fundado por Menelik I, filho do rei Salomão e da rainha de Sabá. O reino de Aksum prosperou até o século IX, quando entrou em decadência. No século XI, o poder passou à dinastia Zague, que durou até século XIII, quando Yekuno Amlak, suposto descendente do rei Salomão e da rainha de Sabá, restaurou a dinastia de Aksum. Em 1520, os europeus chegaram ao reino da Etiópia e posteriormente ajudaram os etíopes a repelir uma invasão muçulmana. Com os portugueses vieram também os jesuítas, que tentaram converter todo o reino à fé católica e quase tiveram êxito. O imperador Sussênio estava disposto a se converter, mas as exigências dos jesuítas e o descontentamento da população, arraigada à antiga fé, forçaram o monarca a abdicar em 1632. Os missionários católicos foram expulsos e a capital do império transferiu-se para Gondar. Nos séculos seguintes instaurou-se na Etiópia um sistema feudal em que o poder era exercido por grandes senhores, denominados ras. Nesse período, a influência portuguesa aumentou e os ataques egípcios tornaram-se mais freqüentes. Em meados do século XIX, um chefe da guerrilha contra os egípcios, Kassa, se fez proclamar imperador, sob o nome de Teodoro II, recuperou territórios perdidos e restabeleceu a ordem no país. Começava, então, a unificação da Etiópia moderna. Para modernizar seu reino, o imperador estabeleceu relações com os ingleses, mas vários conflitos - incidentes diplomáticos e atividades dos missionários protestantes - levaram à ruptura com o Reino Unido. Em 1867, tropas inglesas invadiram o país e, no ano seguinte, ante a iminência da derrota, o imperador suicidou-se. O turbulento período que sobreveio à morte de Teodoro II durou até 1889, ano em que Menelik II ocupou o trono. O imperador concluiu a unificação territorial, cuidou da modernização do país e fundou uma nova capital em Adis Abeba. Nessa época, os italianos já haviam começado a controlar a Eritréia, mas Menelik II conseguiu detê-los na batalha de Adua em 1896. Em 1906, França, Reino Unido e Itália assinaram um acordo pelo qual dividiam a Etiópia em três zonas de influência econômica, embora se respeitasse a integridade do território etíope. Hemiplégico, Menelik II abdicou em 1907 e voltaram as desordens. Morta a imperatriz Zauditu, filha de Menelik, o ras Tafari, sobrinho-neto de Menelik, foi coroado imperador em 1930, sob o nome de Hailé Selassié I, que significa "a força da Trindade". Em 1931, o imperador proclamou uma constituição que lhe outorgava poder absoluto por direito divino e estabeleceu um parlamento consultivo bicameral. A Itália invadiu a Etiópia em 1935 e ocupou a maior parte do país até 1941, ano em que ocorreu a libertação pelas tropas inglesas e francesas. Hailé Selassié reassumiu o governo e começou então uma fase de reformas políticas e de modernização econômica. Em 1952, a Eritréia uniu-se à Etiópia como estado federado, transformado em província do reino em 1962. O imperador manteve seu programa de modernização do país e, em 1955, proclamou nova constituição. Em 1973, a existência de vários focos de conflito na Eritréia e na fronteira com a Somália, o castigo da seca e da fome, a corrupção governamental e a dureza de que lançou mão o imperador para reprimir os conflitos criaram uma situação de freqüentes choques políticos. O Exército, que aos poucos aumentara suainfluência no governo, destituiu o imperador em 12 de setembro de 1974. Em 1975, a monarquia foi abolida e proclamou-se a república socialista. A partir desse momento, instaurou-se um Conselho Administrativo Militar Provisório (CAMP), popularmente chamado de Deurg, presidido pelo chefe de estado, general Teferi Benti. O governo adotou uma ideologia marxista-leninista e, em 1977, Mengistu Hailé Mariam tornou-se chefe de estado. Uma vez constituído o governo militar, este realizou uma reforma agrária e nacionalizou as empresas, mas logo surgiram complicações, como o descontentamento de chefes provinciais e os conflitos na Eritréia e Ogaden, que provocaram uma sangrenta guerra civil. Diante dos contínuos ataques da Somália, a Etiópia recorreu à ajuda soviética e cubana e assim conseguiu derrotar o país vizinho. Em 1990, com a dissolução da União Soviética, Mengistu perdeu seu principal aliado internacional. No ano seguinte, teve de deixar o país em conseqüência do avanço das forças da Frente Democrática Revolucionária do Povo Etíope (FDRPE). Um governo provisório assumiu o controle de todo o país, mas permitiu uma administração autônoma na Eritréia, então dominada pela Frente Popular de Libertação da Eritréia. Em maio de 1993 a Eritréia tornou-se independente, depois de um plebiscito em que 99,8% dos votantes optaram pela separação. Instituições políticas. Em 1991, o poder executivo, que no regime de Mengistu era exercido pelo comitê central do CAMP, passou a um governo provisório assistido por uma câmara legislativa, o Conselho de Representantes. Meles Zenawi, dirigente da FDRPE, assumiu a presidência da república.


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