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A descoberta da América



Para se ler o texto ?A descoberta da América? (em A conquista da América: a questão do outro; Martins Fontes, 1983, p. 3-13), deve-se partir do pressuposto de que, de modo geral, o ?eu? é detentor de discurso, europeu, branco, homem e ocidental, enquanto o ?outro? é ?silêncio?, construído pelo ?eu?, oriental, índio, pobre e mulher. Pois é da descoberta que o eu faz do outro que Tzvetan Todorov fala. Insinua que se pode descobrir os outros em si mesmo, ou seja, eu é um outro. Mas cada um dos outros é um eu também, sujeito como eu. Ainda se pode conceber os outros de forma abstrata, como uma imagem psíquica. Ou então como um agrupamento social de fato do qual nós não fazemos parte. 

Nesse ambiente, Todorov escolheu abordar o relato da descoberta e conquista da América, especificamente nos cem anos após a primeira viagem de Colombo, e geograficamente circunscrita à região do Caribe e do México. O ponto central do texto é o de que, nesse contexto, esse prostrar-se diante do outro é sem dúvida o encontro mais surpreendente de nossa história. O encontro nunca mais atingirá tal intensidade, reitera Todorov, de modo contundente. Entretanto, não se trata de um encontro no sentido corriqueiro da palavra, pois aqueles cem anos veriam perpetrar-se o maior genocídio que a humanidade já viu. Portanto, maior do que o holocausto promovido pelos nazistas no século XX. Mas aí já é inferência nossa.



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