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ROMPENDO O SILÊNCIO



ROMPENDO O SILÊNCIO Na guerra a primeira vítima é a verdade. Temas dos quais hoje se fala abertamente, em 1985 ainda eram tabu. Um deles era a verdade sobre a guerrilha urbana vivida no país nos grandes centros no fim dos anos 60 e década de 70. A maioria dos ?noventa milhões em ação?, ainda inebriada pelo Tricampeonato ignorava os fatos de então. Foi um período em que o Estado e terroristas se digladiavam pelo violento uso das armas, travavam uma guerra surda em plena calçada à luz do dia e no interior dos apartamentos, os chamados aparelhos, com mortes de ambos os lados, inclusive de inocentes. Concedida a anistia política em que os contendores supostamente varreram para debaixo do tapete seus antagonismos ideológicos, e restabelecida a democracia, iniciou-se uma outra guerra não menos suja, a das palavras. Revolução, diziam uns. Golpe, chamavam-no outros. Subversivo passou a ser chamado de defensor da democracia, possivelmente a que aprenderam com Fidel, Mao e Stalin. Algumas expressões já eram conhecidas no jargão revolucionário: ?roubo a banco? era apenas "expropriação?, ou ?assassinato" era j"ustiçamento?. Como perdoar não significa esquecer, em agosto de 1985 irrompe um processo de denuncismo no país. A então atriz e deputada federal do PT,Bete Mendes, quando fazia parte da comitiva presidencial ao Uruguai afirmara em carta ao Presidente José Sarney que enfim reencontrara, após longos 15 anos, aquele que fora, segundo ela, seu ?torturador?, o Cel Ustra. Elizabeth Mendes de Oliveira, vulgo ROSA, pertencera à organização VAR-PALMARES e fazia parte do setor de inteligência do grupo. O então Major Carlos Alberto Brilhante Ustra fora comandante de um órgão militar de combate à subversão, DOI/CODI/II Exército, durante três anos e quatro meses, na década de 70, e responsável pela sua prisão. E agora era o Adido Militar do Exército no Uruguai. Suas denúncias tiveram ampla divulgação na mídia e ROSA envidou todos os esforços para que o coronel fosse exonerado. Usando de seus parcos recursos e com a ajuda de amigos, o Cel Ustra tenta, timidamente, esclarecer à opinião pública quem eram esses ?defensores? da democracia treinados em Moscou e em Cuba, e provar as inverdades da atriz. Há detalhes de relacionamento pessoal da sua família com presos, nega veemente as afirmações de Bete Mendes, explora detalhes da brutalidade empregada pelos terroristas, e apresenta provas dos depoimentos da atriz perante o Tribunal Militar tais como seu arrependimento de ter se engajado na luta armada. Vinte anos depois dos fatos, ainda vale a pena ler Rompendo o silêncio, mas a nova geração talvez o leia com um certo muxoxo como se fosse um filme de aventura de fim de noite. Mas há mais história do que estória.


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