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A CRIANÇA NA PROVÍNCIA DO PIAUÍ



A autora é carioca, nascida em 1936. Filha de Antonio Burgiga Brito. É professora, pesquisadora, geógrafa e mestra em História. No ano de 1998 recebeu da UFRJ, o prêmio pela pesquisa ?Escravidão?, pertencente ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro e tem como principais obras: ?Atlas histórico escolar?; ?O Piauí na primeira metade do século XIX?; ?A criança na província do Piauí?; ?Escravos do sertão?, dentre outros.

O presente texto trata da formação histórica das formas de tratamento junto às crianças do período provincial do Estado do Piauí. Trata-se de um assunto dos mais interessantes para que se possa entender de forma mais aprofundada o comportamento e a evolução dos processos de tratamento das crianças que vivem neste Estado. O texto é apresentado numa linguagem de fácil assimilação e ainda prima pela metodologia adequada para o melhor entendimento, pois conta com uma subdivisão dos capítulos por categoria de vertentes dentro da temática proposta.

Sempre se refere aos capítulos na forma de tempo. O primeiro capítulo trata do que a autora chamou de ?tempo de nascer... e aparecer?. Neste capítulo a autora se reporta aos costumes e mitos que aparecem em volta do nascimento. Trata das tradições religiosas voltadas para a formação e socialização dessas crianças dentro do universo familiar e mesmo social. Ainda se refere aos costumes mais variados possíveis que, por sua vez, moldavam a vida dessas crianças, tais como as brincadeiras e modinhas de ninar.

Quando se refere ao capítulo intitulado ?Do tempo de brincar?, a autora destaca a separação das brincadeiras para homens e para mulheres. Esta colocação apresenta traços da formação dos valores referentes à definição da sexualidade das crianças. No que diz respeito ao capítulo dedicado ao tempo de aprender a ler, a autora observa que o número de alfabetizados era pequeno e que, mesmo nas famílias mais abastadas esse número era reduzido. Neste sentido, esta virtude era privilégio de poucos. O último capítulo é dedicado ao tempo de começar a trabalhar, onde este vem comprometer a educação dessas crianças, tendo em vista que se trata de uma necessidade no sentido de se suprir as necessidades financeiras das famílias. Os jovens começavam a estudar em idade ainda baixa, como recomendação e obrigação imposta pelo sistema. Apenas os de famílias de melhor posição social é que começavam a trabalhar apenas quando do término dos estudos. O que viria a garantir melhor posição social. Segundo a autora, o trabalho do menino era diferenciado do trabalho da menina, como uma forma de se garantir o comportamento, apresentado como uma divisão do trabalho que levava os homens para o trabalho ?pesado? e as mulheres para os trabalhos domésticos.
Deve-se ressaltar que a autora fundamenta os seus argumentos com autores consagrados e historiadores piauienses. O texto é ainda apresentado com embasamento de gráficos e figuras ilustrativas para enriquecer o mesmo. Trata-se de um texto bem elaborado e bem distribuído em capítulos, ainda que se deva considerar que o mesmo não trata das questões de forma aprofundada, mas é de suma importância para que se possa entender a formação histórica do tratamento para com essas crianças como uma forma de se entender os costumes da nossa terra.


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