|
 |
Página Principal : Lei Geral
A ILIBADA REPUTAÇÃO DOS JUÍZES
Os magistrados brasileiros não aparecem mais em notícias que os engrandeçam, ao contrário, estão envolvidos num vasto emaranhado de acusações que vão da venda de sentenças à concessão de benefícios a empresas para redução da carga de impostos. E lamentável que isso ocorra exatamente entre aqueles que deveriam primar por um comportamento exemplar no ofício de distribuir justiça, uma função nobilíssima e quase tão sagrada quanto a de um sacerdote. Foi-se o tempo em que, para ter acesso à carreira, os candidatos e juiz de direito deveriam, além de superar o rigor do exame de provas e títulos, reunir elevados atributos morais e, principalmente, possuir uma ?ilibada reputação?, o que não faz mais parte do comportamento de um número crescente de magistrados que se valem do cargo para obter vantagens ilícitas. Diante do passado nem tão distante e dos casos atuais em que até desembargadores e assessores de tribunais estão sob suspeita, a discussão sobre o controle externo do judiciário parece imprescindível. O judiciário brasileiro vive uma grave crise de credibilidade e uma mudança de rumos é necessária e urgente, nem que para isso seja necessária a criação de algum mecanismo legal que defina os crimes de responsabilidade dos magistrados, pois o cidadão precisa voltar a confiar no poder judiciário do país. Contudo, o juiz trabalhista de São Paulo, Marcos Neves Fava, vê um outro lado dessa questão envolvendo magistrados e diz ser feliz o país que pode ver na cadeia desembargadores, juizes, assessores de tribunais e não estremecer, nem levemente, o funcionamento das instituições. É parte da democracia, conclui ele.
Não! Feliz é a nação em que o poder judiciário é constituído somente por pessoas capazes, justas e de ilibada reputação e que não precisa por na cadeia juizes, desembargadores e assessores de tribunais. É o que o cidadão espera desse poder. (Eni Martin)
Veja mais em: Lei Geral
|
|
|
| |