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Tropas e tropeiros




Tropas e tropeiros


Até meados do século XIX, eles foram os grandes responsáveis pelo abastecimento no Brasil. Como naqueles tempos não havia trens e veículos, o comércio de mercadorias, por terra, era feito pelos tropeiros.

Por longos e duros caminhos, eles levavam ferro, trigo, algodão, aguardente, açúcar, remédios, sal, azeite, vinagre, vinho e café para as mais distantes cidades. Tudo em lombos de burros ou de mulas. Além de alimentar, os tropeiros ajudaram a construir o Brasil: em suas rotas que partiam de São Paulo e do Sul até Minas Gerais e Goiás, surgiram cidades como Sorocaba e Barretos, pontos de vendas de animais.

Cada tropa era composta de 20 a 50 animais, sob a direção do arreeiro ? como se diz em Minas Gerais ? ou do arreador ? como é chamado em São Paulo. O arreador negociava as mercadorias, arreava e carregava as mulas. Ele seguia montado, enquanto os tocadores ? escravos ou empregados do arreador ? seguiam a pé. Cada tocador conduzia umas sete mulas.

Era preciso muito cuidado na hora de organizar as tropas para não sobrecarregar os animais. A carga era distribuída nas cangalhas, peças de madeira ou de couro colocadas sobre os animais para apoiar as cestas com mercadorias.

Cada mula carregava de seis a sete arrobas ? de 90 a 120 quilos. A tropa era composta de uma égua, a ?madrinheira? ou ?madrinha?, e pelos burros de carga. A madrinha não carregava mercadorias. Levava um sino no pescoço para guia a tropa.

O dia dos tropeiros começava cedo ? por volta das 3 horas da madrugada ? e terminava à tarde. As tropas percorriam mais ou menos três léguas por dia ? aproximadamente 20 km. Ao final da jornada, os tropeiros paravam nãos pousos ? locais ao longo das estradas, onde os tropeiros e os animais se alimentavam e descansavam.

No dia seguinte, os animais eram novamente carregados e as tropas seguiam viagem. As estradas eram de terra e muito estreitas. Às vezes, só era possível passar uma mula de cada vez.

Outro grande problema eram as chuvas que estragavam as mercadorias, apesar dos cuidados dos tropeiros em proteger a carga da umidade. Algumas vezes, as chuvas muito fortes faziam com que mercadorias e animais se perdessem.

Com a chegada das estradas de ferro e, mais tarde, dos veículos, as tropas praticamente desapareceram. Mesmo assim, é possível encontrar no interior do Brasil homens que ainda transportam mercadorias no lombo de seus animais. São os cargueiros, que não andam mais em tropas.



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