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PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO DA TERRA BRASILIS



PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO DA TERRA BRASILIS

As reflexões a seguir são frutos de leituras realizadas em revistas como a Geográfica, Aventuras na História e em livros de autores brasileiros ligados ao Instituto Histórico e Geográfico, artigos de Internet, com o objetivo de levantar novas reflexões sobre as condições sociais da população brasileira mediante a globalização. Duzentos anos atrás a ?Família Real Portuguesa? desembarcava no Brasil, na cidade de Salvador (22/01/1808) no litoral baiano e, com ela aproximadamente 10 mil pessoas da aristocracia que acompanhavam a Rainha Maria I, o Príncipe D. João e a Princesa Carlota Joaquina, numa viagem de 54 dias. A saída de Portugal foi uma estratégia para evitar que o reino português caísse nas mãos de Napoleão. Acomodados 13 navios e sob a escolta dos ingleses os portugueses rumaram a Colônia Brasilis, enfrentando no percurso racionalização de alimentos, e surto de piolhos. Em 07 de março de 1808, a corte se instalou no Rio de Janeiro, causando curiosidade e desprezo de muitos brasileiros que ainda mantinham na memória a morte de Tiradentes determinada pela Rainha Maria I, mães do príncipe João. Mas se por um lado o ressentimento pairava no ar, por outro a instalação do reino no Brasil, deu inicio ao PROCESSO de globalização e a retirada da colônia do ?estágio medieval? que se encontrava em relação às nações da Europa. A influencia da ?Família Real? sob os súditos brasileiros ocorreu inicialmente sob o aspecto do vestuário pois as brasileiras ao verem as damas da corte portuguesa usando turbantes perceberam como sendo a ultima moda da Europa, levando-as a cortarem os cabelos e envolverem a cabeça com lenços, para imitá-las. O Rio de Janeiro, encontrado por D. João VI era uma ?cidade? sem planejamento urbano e saneamento básico, com ruas estreitas, sujas e apinhadas de escravos, ambulantes e "bugres", escravos responsáveis pelo despejo de lixos que incluíam desde fezes humanas na baía. Estes realizavam diferentes atividades que envolviam desde serviços de barbearia, sapataria, cestaria, entrega de recados e vendedores. Eram vistos pela manhã recolhendo água em barris no chafariz do aqueduto da Carioca, semelhantes aos usados para transportar os excrementos no fim da tarde. Isso explicava a situação da saúde do povo que era acometido por diferentes moléstias endêmicas que incluíam desde sarna, bicho de pé até casos de febre que levavam a morte. Segundo registros à pouca profundidade do lençol freático, levou a proibição da construção de fossas sanitárias, explicando-se o porque do carregamento de urina e fezes dos moradores, despejadas no mar por escravos, que carregavam grandes tonéis de esgoto nas costas. No percurso, parte do conteúdo, repleto de amônia e uréia, caía sobre a pele e, com o tempo, deixava listras brancas sobre suas costas. Por isso, esses escravos eram conhecidos como "tigres". O inglês Luccock que desde o final do século XVIII realizava estudos sobre a Colônia (Brasil) registrou que ao ser convidado para um jantar na casa de uma família rica, surpreendeu-se ao descobrir que cada pessoa deveria comparecer com a própria faca, "em geral larga, pontiaguda e com cabo de prata". À mesa, observou que "os dedos são usados com tanta freqüência quanto o próprio garfo". Mais que isso, era comum uma pessoa provar, com as mãos, do prato de outro conviva. "Considera-se como prova incontestável de amizade alguém servir-se do prato de seu vizinho; e, assim, não é raro que os dedos de ambos se vejam simultaneamente mergulhados num só prato". Em 1803, o cronista e oficial da Marinha britânica James Tuckey realizou um registro sobre as mulheres que viviam no Rio de Janeiro: "Seus olhos, levemente puxados, negros, grandes, plenos e brilhantes dão um certo grau de vivacidade à sua tez morena e conferem alguma expressão à sua fisionomia. Trata-se, na maior parte das vezes, da manifestação de uma vivacidade animal, temperada com o toque leve e singelo da sensibilidade". Realizandoporém uma ressalva: "As mulheres brasileiras têm, entre outros, o péssimo hábito de escarrar em público, não importando a hora, a situação ou o lugar. Tal hábito forma um poderoso obstáculo ao império do charme feminino". Os hábitos da população pareciam perenizados, tanto que em 1817 Emanuel Pohl que acompanhou ao BRASIL a princesa Leopoldina, recém-casada com o futuro imperador Pedro I, observou que os homens viviam de chinelo, calça leve e jaqueta de chita. As mulheres, envoltas em rosários de onde pendiam santinhos, passavam a maior parte do dia com camisa simples e saia curta. "Em ditoso far niente, costumam sentar-se numa esteira junto às janelas, de pernas cruzadas, o dia inteiro". Esse é o retrato do Brasil (colônia), que ainda hoje no século XXI, se reproduz mostrando que a globalização pode representar um processo de mundialização mas não uma resposta, porque ocorre em diferentes proporções e no caso das colônias (atualmente, países em desenvolvimento) essas participam do processo globalizando a sua pobreza pois não acompanham a tecnologia dos países considerados desenvolvidos. Portanto, o Brasil encontrado por D. João VI é o próprio que hoje se reproduz em regiões esquecidas onde valores e costumes sobrevivem a orientações impregnadas de crenças as quais acomodam e apagam os ânimos. Mudar tal realidade implica ?investir? e investir implica em ?educar? e educar pode significar a ?queda? das crenças que mantêm o homem apático a sua existência material.


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