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Mal uso das verbas na Educação do Brasil



Segundo estudos realizados recentemente, chegou-se a conclusão que os gastos por aluno no ensino superior e fundamental do País apresentam uma grave distorção em relação aos investimentos na educação pública brasileira.Toma-se por base relatório divulgado no mês de Setembro de 2006 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Segundo o qual afirma que  País investe 127% do PIB per capita em cada aluno universitário e 18% no estudante de 1ª a 8ª série, o que corresponde a um investimento de R$ 1.900,00 anuais em cada estudante do fundamental. Os 127% que vão para os alunos do superior representam cerca de R$ 13 mil por ano no País.O Brasil é considerado pelo relatório como a nação que tem a maior distorção em investimentos entre os alunos dos dois níveis, essa diferença agrava-se ante a própria ação do Governo brasileiro em 2006, totalmente inerte e afastado ao fato . Isso ocorre principalmente por problemas políticas e desculpas esfarrapadas do aumento da quantidade de alunos matriculados. O Brasil tem cerca de 42 milhões de estudantes no ensino básico sendo que 33 milhões só no fundamental  e 4 milhões nas universidades e faculdades. O relatório da OCDE, chamado Education at a Glance, mostra que a média de investimento em alunos do ensino superior entre os países participantes é de 50% do PIB per capita. Nações como Noruega, França e Coréia têm índices inferiores a 40%. Os gráficos ainda indicam que o País é um dos que menos investem no ensino fundamental em dólares, no caso o Brasil, ganha apenas da Turquia. A média de recursos destinados a cada aluno dos países membros da OCDE é de US$ 6 mil. Nos EUA, o valor é de US$ 8 mil, o maior investimento é feito por Luxemburgo, que gasta quase US$ 12 mil por estudante. A maior desculpa é a falsa afirmação de que somos um país pobre, segundo o Governo, um dado irreal de que, o País investiu 3,4% do PIB em educação básica e 1% em superior, em 2002, ano considerado pelo relatório. Esse dado refere-se a uma parcela liberada pelo Ministério de Educação, a fim de recompor perdas do atraso de 4 anos para liberação de verbas, portanto não reppresenta uma realidade plausível de credibilidade, pois atualmente esse índice é menor ainda. Para o educador Cláudio de Moura Castro, a diferença de investimentos gera uma situação de dependência entre as duas pontas do sistema educacional. ?O problema de nosso ensino superior é que ele recebe alunos mal preparados do ensino fundamental?, diz. Castro afirma que a questão é ainda mais grave, pois essa é uma realidade ignorada pela maioria. ?Não há uma percepção na sociedade de que nosso ensino é fraco, pois essa escola é melhor do que a que eles (pais) freqüentaram.? A pedagoga da Universidade de Brasília (UnB) e membro do Conselho Nacional de Educação, Regina Vinhaes, sustenta que não se pode acreditar que o País investe muito dinheiro em ensino superior. Para ela, acontece exatamente o contrário. ?O investimento no ensino fundamental é que é muito pouco?, diz. ?Todos querem qualidade no ensino, mas isso custa dinheiro.? Uma das propostas do governo para aumentar o investimento em ensino básico é o Fundo de Manutenção do Ensino Básico (Fundeb). Foi criado e quase nenhuma verba foi liberada já gastaram cerca de R$ 100 bilhões e temos a mais calamitosa educação das Américas. O mecanismo deveria funcionar da mesma maneira que o atual Fundo de Manutenção do Ensino Fundamental (Fundef), que concentra os recursos destinados para a educação de Estados e municípios e os divide conforme o número de alunos de cada rede de ensino. Quando não se atinge um valor mínimo por aluno, a União complementa com recursos. Desse total do Fundeb, R$ 42 bilhões serão bancados por Estados e municípios e R$ 2 bilhões pelo governo federal. Dentro de três anos, o repasse anual da União passará a ser de R$ 4,5 bilhões. O que não ocorreu ao contrário a União têm insistentemente divulgado dados irreias em relação a Educação, ainda há no Brasil mais de 30% de analfabetos, incluso os dizem serem alfabetizados, mal sabem ler ou escrever o nome, quanto mais uma redação.


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