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OCUPAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)



Trezentos estudantes se revezam para manter a ocupação da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), mas nem de longe representam os mais de oitenta mil alunos daquela conceituada universidade. Os motivos iniciais alegados para justificar a ocupação foram: exigir um claro posicionamento da magnífica reitoria e do Conselho Universitário contra a política adotada pelo Governador Serra para as três universidades paulistas (Usp/Unicamp/Unesp). Acusam-no de reter verbas destinadas ao ensino superior e de afrontar a autonomia universitária ao exigir que suas contas sejam disponibilizadas no Sistema Eletrônico de Execução Orçamentária. A Assembléia legislativa, o Tribunal de Contas e o Ministério Público há tempo cumprem com esta (excelente, pois mostra transparência de gastos) determinação sem sentirem-se ultrajados em sua autonomia. Com esta atitude estes estudantes distanciam-se dos que, no passado, lutaram sem tréguas contra a ditadura e dos caras-pintadas que foram às ruas exigir transparência e a apuração de gastos feitos pelo então presidente da república Collor de Mello. Isolados, buscam agora angariar simpatias incluindo novas reivindicações como a de mais moradias estudantis, contratação de docentes e reforma de prédios do campus. Pilhados em atos criminosos que vão além do vandalismo habitual das ocupações de espaços públicos e privados, tolerados no passado por tibieza de uns e cumplicidade de muitos, impõem como condição para a desocupação a não aplicação de sanções administrativas e/ou legais aos invasores. Defensores da autonomia universitária não se constrangem de pretender agredir o Ministério Público subtraindo-lhe a competência e deveres constitucionais. Claro está que a reitoria não pode e não vai comprometer-se com tamanho absurdo. As decisões do governador e da USP de buscar a reintegração de posse da reitoria, somadas as medidas complementares que, seguramente, deverão ser adotadas pelo Conselho Universitário e Ministério Público são pedagógicas e serão úteis na formação destes universitários. Ensinam que os novos tempos exigem dos agentes públicos (que administram recursos orçamentários oriundos de impostos e taxas que oneram o bolso dos cidadãos) maior transparência nos gastos e na prestação de contas de seus atos. A Universidade, pelo seu papel na construção das novas gerações, não pode ausentar-se desta responsabilidade.


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