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A BANALIZAÇÃO DO MAL, DA CORRUPÇÃO, DA VIDA



A banalização produz a anestesia para o mal e a corrupção, continuando todos suas vidinhas como se aquelas aberrações não os atingissem em cheio. O uso da propina em troca de favorecimentos ilícitos ficou tão corrente que se propagou a todas as classes e são poucos os que protestam e ficam indignados com a onda de despudor que domina o país e assalta seus mais altos escalões. Parece que os brasileiros estão perdendo a faculdade da indignação, entretanto, no mundo inteiro está havendo a banalização da vida. O mundo contemporâneo flutua num mar de vulgaridade e os principais meios de diversão de massa, o rádio e a televisão, competem no campeonato da degradação humana. Todas as portas são violentadas pela grosseria e pela estupidez, pela ignorância e pelo imediatismo.Fala-se muito agora em ética e moral, mas o discurso ético não pode consistir numa série de preceitos gelados e abstratos, deve vir ungido pela paixão e pelo entusiasmo, mobilizando corações e mentes para a frente e para o alto. A moral que nos deixa frios e impassíveis será boa para os hipócritas. O próprio Kant, com sua rígida e rigorosa doutrina moral, concedeu-se um momento de lirismo, confessando que duas coisas lhe enchiam o coração da maior admiração e respeito - o céu estrelado por cima de mim e a lei moral em mim ? disse o filósofo prussiano. O código descarnado de moral não basta. Kujawski costuma distinguir entre a moral, no feminino, isto é, a honestidade e os bons costumes e o moral, no masculino, ou seja, o espírito de luta na superação das dificuldades. O moral tem primazia sobre a moral, pois quando o moral vai alto o ser humano está em forma e dificilmente resvala para a imoralidade. Quando o moral decai e a pessoa perde a fibra, abandona-se à inércia e se deixa levar pela disposição da menor resistência. O político brasileiro faz muito que perdeu o moral, o sentimento de luta, o espírito de missão cívica e patriótica. O PT assaltou o poder como uma nuvem de gafanhotos e fazer política virou sinônimo de ganhar a próxima eleição, nada mais. Esta disposição contaminou a generalidade dos políticos, que se sentem hoje seres inúteis, sem tarefas a cumprir, encerrados nas cadeias do corporativismo e disponíveis a qualquer gesto de cooptação que venha do governo. Este é um político invertebrado, sem ossatura nem anatomia e rendido a mais pura fisiologia. Falta vergonha na cara dos políticos e indignação na opinião pública porque falta nas almas a paixão intransigente de ser fiel à voz da própria consciência, esta paixão incondicional que ordena fazer a coisa certa (ainda que me matem) e que gera a grande indignação.


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