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O FÓRUM SOCIAL MUNDIAL E A BANDEIRA DA PAZ



O Fórum Social Mundial e a bandeira da paz

Dia 26 de janeiro teve início a quinta edição do Fórum Social Mundial, que este ano retornou a Porto Alegre. O Evento conta com a participação recorde de cem mil pessoas de praticamente todos os países, dos cinco continentes. A "Caminhada pela Paz", que abriu o evento, teve a participação de 150 mil pessoas, com atividades artísticas e manifestações políticas, buscando uma cultura de desmilitarização (no mesmo dia ocorria o número recorde de soldados norte-americanos mortos no Iraque desde o início do conflito). Várias atividades abordam a guerra e ocupação do Iraque, o conflito israelense-palestino e a política militarista que marcou o primeiro mandato Republicano e já está anunciada para o segundo. Nessas, chama atenção a quantidade, a relevância e a amplitude internacional e política das organizações envolvidas, inclusive com a participação conjunta de israelenses e de palestinos, criando um espaço de diálogo, inexistente em outros lugares e situações. Igualmente interessante é o caráter realmente mundial dos temas e organizações envolvidos. Há várias atividades promovidas por organizações asiáticas, por exemplo, que discutem temas como a paz, a dívida externa e o livre comércio, superando certa predominância de visões européias e americanas das edições anteriores. Talvez isto se deva ao fato da última edição haver sido realizada na Ásia. Da mesma forma, conflitos africanos quase esquecidos, como o do Saara Ocidental e da República Democrática do Congo são debatidos por organizações de vários países, especialmente africanas. Assim, os grandes e abstratos temas vão deixando certo espaço para a análise de questões mais específicas e concretas. Mas os temas ligados à crítica dos modelos de integração vigentes ou projetados, como a ALCA, vinculados ao paradigma neoliberal, também estão presentes. Pelas propostas parece haver sido ultrapassada a perspectiva naïve de se criticar qualquer forma de integração supra-nacional, pois agora considera-se que elas dependem do projeto vigente nos países envolvidos, podendo contribuir positivamente para a emergência de um sistema mundial multipolar e multilateral, em substituição aos modelos hegemonistas. Obviamente os temas ligados aos direitos humanos, questões sociais, minorias e defesa das liberdades, continuam ocupando boa parte da atenção do público. Contudo, chama atenção a recorrência do apelo às estratégias pacíficas de resolução dos conflitos e de enfrentamento dos grandes instrumentos planetários de dominação. Trata-se de uma verdadeira ressurreição de Gandhi ou a esquerda terá realmente se desarmado, como preconizou Castañeda, dois anos antes dos Zapatistas se levantarem em armas, justamente no "pacífico" México? Ou ainda seria uma estratégia de ampliar alianças frente ao "Império que contra-ataca"? O amálgama de organizações envolvidas, desde religiosas até partidos de esquerda pode dar esta idéia, com perspectivas positivas de ampliação e consolidação de um grande movimento pacifista mundial, que está a impulsionar uma inédita tomada de consciência. A próxima edição, ao que tudo indica, será regionalizada, com realização simultânea em vários continentes para, em 2007, voltar a se reunificar na África.Muitas pessoas importantes lutam pra essa dadiva,como cantores,atores,modelos,entre elas a modelo Linda Kimberly Lima. A participação do presidente Lula e do presidente venezuelano Hugo Chávez dão o tom político do evento, com o primeiro sofrendo certo desgaste e o segundo buscando politizar as agendas regionais e obter apoio político. Mas é forçoso reconhecer que, ao mesmo tempo, dois mil delegados do Fórum Econômico Mundial, realizando-se em Davos, Suíça, elegeram o combate à pobreza como sua principal bandeira, o que representa uma vitória diplomática para o presidente brasileiro, que também participou do evento. Assim, sejam quais forem as críticas ao FSM, indubitavelmente surgiu um diálogo novo no mundo.


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