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Vôo 3054...I



Acho que agora, que embolaram o meio de campo, está difícil a gente saber alguma coisa, é um jogo de empurra, empurra, ninguém quer ser o dono da culpa. Tem os cínicos que querem colocar a culpa de tudo no piloto, porque ele não tem mais como se defender, a TAM quer tirar o dela da reta, o governo, acha que não tem nada a ver com isso. Colocarei abaixo algumas considerações para que pensemos e raciocinemos a respeito desta tragédia que entristeceu o país inteiro. Quem é o culpado ou culpados pelo acidente com o avião da TAM, afinal de contas? Os pilotos? A TAM? O governo? O aeroporto de Congonhas? A chuva? Os funcionários do governo? O papa? Ninguém quer ser culpado pelo que aconteceu com o airbus da TAM. Ninguém quer assumir a responsabilidade de ter ceifado a vida de quase duzentas pessoas, inocentes. Vamos analisar por partes. Os pilotos: Não eram novatos, ambos tinham quinze mil horas de vôo, muita experiência, eram pessoas equilibradas e acostumadas com o trabalho que estavam efetuando. Segundo declararam seus parentes, não tinham problemas emocionais, nem estavam em nenhuma crise existencial. Eram profissionais competentes, executando uma tarefa para a qual estavam habilitados. Para pessoas razoavelmente esclarecidas, fica difícil acreditar que profissionais deste quilate, cometeriam um erro absurdo como o que estão querendo que eles tenham cometido. Mas eles não estão mais aqui para responder sobre o que aconteceu e nem assumir essa responsabilidade. Seria desumano da parte de qualquer analista, jogar a culpa nos pilotos, eles também foram vítimas. Algo aconteceu que deixou a aeronave fora de controle e propiciou o acontecimento. Pode-se imaginar tudo, menos falta de habilidade dos pilotos. Mas cada um pensa o que quiser. A TAM: Há relatos de pilotos, a respeito de sobrecarga de horários de trabalhos, desmentidos pela companhia, há relatos de pilotos sobre pequenos defeitos nos aviões, que não são prontamente solucionados, há uma série de coisas que seriam de responsabilidade da companhia. Outro dia mesmo, um avião da TAM, estava ?preparado? pra levantar vôo do aeroporto de Londrina no Paraná, só não o fez por causa das péssimas condições meteorológicas no momento, com um dos alçapões de uma das turbinas, ?fechado? com fita adesiva, justamente um destes airbus, igual ao que se espatifou em Congonhas. O próprio avião que caiu, estava com defeito no reverso da turbina, aparato que ajuda a frear a aeronave. Embora se diga que um avião pode ?perfeitamente?, voar com defeito no reverso, isso é condenado pela empresa fabricante da aeronave, em um avião, todos os equipamentos são necessários, claro que todo mundo sabe que um avião pode "voar", com o reverso defeituoso, ele terá é dificuldades para "parar" sem o reverso. Devemos nos lembrar que não estamos lidando com uma bicicleta, que pesa alguns quilos, estamos lidando com uma aeronave que pesa sessenta toneladas e com um aeroporto que tem difícil operação sob condições adversas de clima. O que seriam estas coisas? Esses ?pequenos? desleixos da companhia, a respeito da manutenção dos aviões. Se analisarmos friamente a questão, veremos que a companhia certamente, não tem um sistema de prevenção de segurança em vôo, se tivesse, o avião não iria para o ar com defeito, por menor que ele fosse, nem se preocupa muito com isso. Colocar no ar uma aeronave do porte de um airbus, com defeito no reverso, é perverso, desculpem o trocadilho. Mas o que são 200 vidas humanas? O lucro das empresas está acima de tudo, o lucro é o que importa. Há o seguro para pagar todos os prejuízos, tudo será coberto, como disse friamente o presidente da Companhia. Não há dinheiro que pague o que as famílias perderam. Não conheço bem o assunto, mas imagino que deva haver alguém que fiscalize as aeronaves antes delas irem para a pista e dê o aval de que tudo está em ordem, que a aeronave está com tudo checado e funcionando, que não há qualquer perigo para o vôo, a não ser um imprevisto. Será queisso não existe? Se não existe, deveria existir. A gente paga muito caro, pra voar neste país. Muitas vezes pagamos com a própria vida, como no caso dos passageiros e tripulantes do vôo 3054. Nem o presidente da Companhia, nem o gerente da filial, nem o gerente do aeroporto, deveriam ter autoridade sobre as aeronaves em solo, deveria haver alguém que pudesse liberar ou não, sem se importar com as conseqüências, primando sempre pela segurança. Se isto existe, podemos começar a resolver o mistério do vôo 3054, argüindo o funcionário que liberou a aeronave com defeito. O Governo: O governo é responsável pelo que em um aeroporto? Pelos funcionários da Infraero, que comanda os aeroportos em todo o país, ou melhor, que administra, para que dê lucro, nada mais é importante, só o lucro. Falo isso porque no caso do Aeroporto de Congonhas, foram feitas recentemente, antes do re-capeamento da pista, obras de infraestrutura para melhorar o atendimento ao público, melhoraram as salas, as lojas (que dão lucro), o estacionamento, que é pago e dá lucro, porém o quesito segurança foi relegado para segundo plano, muito embora houvesse inúmeros relatórios de pilotos sobre as difíceis condições de pouso e decolagem em Congonhas e até diversos incidentes, principalmente em dias de chuva.


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