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Fundamentalismo



Quando falamos em fundamentalismo religioso lembramos das religiões islâmicas. Mas no sentido amplo ele está presente ao longo da história da humanidade, inclui todas as religiões, e representa grupos radicais que querem impor sua verdade a qualquer custo. Assim, foram fundamentalistas os Cruzados que combatiam os ?infiéis? árabes na Idade Média; os inquisidores que queimaram livros hereges; os incendiários que queimavam mesquitas hindus; os homens bomba muçulmanos. O comportamento é antigo, mas o termo fundamentalista surgiu nos EUA a partir da publicação ?Os fundamentais?, que reuniu textos sagrados de teólogos conservadores na virada do século XIX. O fundamentalismo cristão evangélico nos EUA, firmou-se nas décadas de 1980 e 1990, representando uma corrente conservadora que lutava contra a desagregação familiar tentando reafirmar o patriarcalismo, recuperando a santidade do casamento, a autoridade do homem sobre a mulher, o poder paterno sobre os filhos, o sexo só para procriação, e recusando o que consideravam ?desvio? provocado pelos movimentos feministas e de homossexuais. Se não consideramos fundamentalistas todos os cristãos, mas só os que agem de maneira negativa e intolerante, o mesmo acontece com os islâmicos em que o fundamentalismo só se aplica aos radicais. O Afeganistão, país de maioria muçulmana, já havia atingido grande avanço no processo de modernização. Em 1995, após um período turbulento, o poder foi tomado pelo grupo fundamentalista dos Talebans radicais islâmicos que impuseram restrições severas. Foram depostos em 2002, após a invasão norte americana em busca dos terroristas de Osama Bin Laden.Mas o dano já havia sido causado e o país retroagiu séculos. O que observamos no comportamento dos fundamentalistas, tanto no oriente quanto no ocidente é que são reacionários e conservadores. Os evangélicos em defesa do que consideram valores morais e cristãos e os islâmicos no resgate de valores religiosos que estão sendo ameaçados pela ocidentalização. A religião sempre ofereceu convicções profundas, um sentido para a vida, orientação moral definida, esperança de justiça, ainda que seja para a
vida além da morte. A gestação de um mundo novo que ocorreu no fim do milênio, a mudança de valores, trouxeram as consciências conservadoras um desconforto e a sensação de desordem. A globalização acenou para os países em desenvolvimento com
promessas e vantagens que não se cumpriram, a não ser nas regiões mais opulentas, o que levou a tentativa de retornar a certeza das tradições seculares. As religiões em sí,
não são problemáticas, problema é o radicalismo.


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