PUBLICIDADE

Página Principal : História


Rumo ao abismo econômico-2ª parte



. Não há explicação para a crise econômica mundial sem os Estados Unidos e um dos fatos que demonstram um entendimento foi que os Estados Unidos exportava quase 40% de matérias-primas e alimentos de outros países. As pertubações e complicações políticas do tempo da guerra e do pós-guerra na Europa somente explicam algumas partes do colapso econômico mundial. Os Estados Unidos não precisavam do resto do mundo e não foi o estabilizador global, e, por causa desta implicação, no período da Depressão, influenciou Washington para assumir a responsabilidade pela estabilidade da economia mundial. Outro motivo foi que a perspectiva da Depressão se fixou na não-geração de demanda suficiente para uma expansão duradoura, e isto tornou vulnerável a economia das grandes empresas que estavam em superprodução e especulação. Outro aspecto que tornou vulnerável a economia foi o boom no crédito que os consumidores usavam na compra de bens supérfluos que ascendia na sociedade de consumo moderna americana. Mesmo a pior Depressão cíclica tende a acabar e por volta dos anos de 1939 os sinais de estabilidade da crise estavam aparecendo, mas mesmo assim aquele crescimento tão esperado não apareceu e o mundo continuou em depressão. A idéia mais propicia para a economia foi a de estagnação que pronunciara Keynes e Schumpeter. A grande Depressão confirmou a crença de intelectuais, ativistas e cidadãos comuns de que havia algo de errado no comportamento do capitalismo mundial. Não era preciso ser marxista para observar a diferente competição do livre mercado no período entre guerras, que para Marx significava grandes concentrações de capital. Houveram mudanças políticas nos países após o Haras de Nova York, mesmo aquelas que duraram para tal transformação como os países da América Latina. A direita radical tornou-se forte após a Depressão, fazendo assim uma contraposição aos movimentos comunistas enfraquecidos fora da URSS. Em 1931, o Partido trabalhista Britânico já tornara vítima da Depressão e sendo desta forma todo o socialismo europeu estava também em colapso. Fora da Europa a situação era diferente como no caso dos países latino-americanos que situavam mais para a esquerda do que para a direita, por exemplo do país do Chile, mas na Argentina acontecia o contrário porque entrou no governo a era dos militares de uma direita tradicionalista. No vasto setor colonial do mundo, a Depressão trouxe um acentuado aumento na atividade anti- imperialista. Devido a Depressão houve um descontentamento político e social contra o governo, a qual afligia a massa. Trata-se de uma catastrófe que destruiu toda a esperança de restaurar a economia. O período de 1929 a 1933 foi um abismo que parecia que o velho modelo do liberalismo estava morto ou parecia condenado. Mas para esta situação havia três opções decorrentes para a hegemonia intelectual-política que uma delas seria o comunismo marxista que se limitava na imagem da URSS de está imune a catástrofe, a segunda a política social-democrática e a terceira opção era o fascismo, que a Depressão transformou num movimento mundial e num perigo mundial. A Era da Catástrofe não era somente paz, a estabilidade social e a economia e como também a sociedade liberal burguesa entrou em decadência pelo colapso.


Veja mais em: História

Artigos Relacionados


- A Era Dos Extremos
- Crise De 29
- Segunda Guerra: Reação à Depressão
- Crise De 1929
- Brasil Na Segunda Guerra- 1ª Parte
- O Neonacionalismo De Hugo Chaves
- Fim Da Guerra Fria-parte 1

 
Sobre o site: Quem Somos |  Contato |  Ajuda
Sites Parceiros: Curiosidades |  Livros Grátis |  Receitas |  Frases e Citações |  Ciências Biológicas |  Jogos Online