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Corrupção e o papel do Estado



O autor mostra a contraproducência oriunda da corrupção: dilapidação do erário e descrédito público. Os corruptos drenam a energia produtiva do país, além de, provocarem a falência institucional ? visto que, as normas deixam de ser cumpridas.
Mas, para tanto, o Estado precisa ter acesso à riqueza nacional ? e, este é o ponto crucial. Neste momento, o tamanho do Estado assume um papel preponderante: mais funções, mais burocratas, por isso, mais poder. Isto se dá porque quanto mais incumbências o Estado recebe, tanto mais precisa se fazer presente. Tal presença se faz através de normatização, fiscalização e licenciamentos.
Destarte, os agentes econômicos passam a depender da boa vontade das autoridades públicas, pois que, cada regra instaurada redunda em mais prestações de contas ao poder estatal. Isto significa que quanto menor o Estado for, tanto mais independência será fruída pela iniciativa privada. Por outro lado, quando o Estado se agiganta, cria-se uma relação umbilical entre Estado e iniciativa privada: quanto maior for esta umbilicalidade tanto maior será a corrupção.
As coisas transcorrem desta forma porque o peso econômico do Estado se impõe de tal forma que se torna impossível seguir qualquer negócio sem a anuência da burocracia e sua imensa e disseminada máquina pública, para a qual é preciso requerer licença para cada passo que se queira seguir.
Assim, políticos e burocratas, em franco detrimento do interesse público, se vêem em uma posição de vantagem, i.e., estão em posição de auferir ganhos em causa própria. Isto se dá pelo desvio de verbas, assim como, pelo favorecimento de firmas privadas, além de todo tipo de benesses, em troca de dinheiro.
Daí que o autor nos informa que ?as reformas que abrem e liberalizam a economia aumentam a con­corrência pela redução de bar­reiras comerciais, por exemplo, e diminuem as opor­tunidades e o conjunto de rendas improdutivas disponíveis para suborno. As reformas eco­nômicas que extin­guem exces­sivas regulamen­tações e sim­plificam leis retiram poderes au­toritários das mãos de fun­cionários públicos e dimi­nuem, com isso, oportunidades para a extorsão. Reformas polí­ticas, (?) podem au­mentar as chances de detecção e punição de envolvidos em prá­ticas cor­ruptas e eficácia gover­na­mental?. Assim, o Estado passaria a existir em função do interesse público, e incapaz de sobreviver sem este. Resultado: um Estado eficiente.


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