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A LEI QUE OBRIGA A DAR NOTÍCIAS FELIZES




LEI DE NOTÍCIAS FELIZES


Com o título " La ley que obliga a dar noticias felices indigna a los espectadores de Rumania" este jornal espanhol informa-nos sobre um fato bastante curioso acontecido recentemente no parlamento rumeno. Com a justificativa de que notícias ruins (atentados, assassinatos, desastres, explosões, etc.) provocam efeitos nocivos nos ouvintes e espectadores rumenos, o Partido Ultranacionalista Rumana Mare e o Partido nacional Liberal (PNL) criaram projeto de lei, já aprovado pelo senado, mas ainda pendente de promulgação pelo presidente Traian Basescu, que estabelece que os meios de comunicação audiovisual deverão reservar 50% (cinquenta por cento) de seu tempo de informação ao público rumeno, com notícias "alto astral", felizes e alvissareiras. Certamente, esta novidade está provocando uma verdadeira guerra de palavras e ideologias entre os principais representantes da mídia audiovisual na Rumânia e os parlamentares simpáticos a essa lei. Os primeiros acusam seus criadores de quererem, com sua aprovação, impor censura aos meios de comunicação. Esta questão está trazendo à memória dos profissionais de mídia na Rumânia o fantasma da camisa-de-força imposta aos meios de comunicação durante o regime de Nicolau Ceausescu. Ioana Avadani, presidenta do Centro Rumeno para o Jornalismo Independente refuta o argumento dos criadores da lei, reclamando que esses basearam-se somente em uma única fonte de informação científica para julgar o bem ou o mal provocado aos rumenos, pelas notícias de sua realidade e da realidade do mundo. A LEI DE NOTÍCIAS FELIZES, como foi ironicamente alcunhada por seus opositores, já sofre críticas da Comissão de Direitos Humanos do Senado. Diversos grupos da categoria e o Clube Rumeno de Imprensa estão solicitando ao presidente que não promulgue essa lei. Agora, a decisão encontra-se nas mãos solitárias de Traian Basescu. Trata-se de uma questão bastante polêmica que coloca de um lado, mesmo que não legítima em sua essência, a necessidade de equilibrar o impacto psicológico provocado por uma realidade dura e implacável, retratada diariamente pela mídia organizada no mundo inteiro, com sons e imagens de grandes feitos, de realizações felizes em algumas áreas de atuação do governo rumeno, de outros países, ou de iniciativas particulares. Isso sem falarmos na concorrência selvagem por notícias de maior impacto, que carream altos índices de audiência e consequente valorização do tempo para exibição e venda de propaganda, entre as empresas de comunicação audiovisual. O que podemos dizer é que, primeiramente, notícias felizes são elementos de caráter bastante subjetivo e algumas vezes ambíguo. O que é uma notícia feliz para um segmento do povo rumeno, pode não ser para outros segmentos desse mesmo povo. Além do que, se for promulgada, o governo terá que criar mais burocracia, superestruturas de fiscalização e  mecanismos de toda ordem para que essa se faça cumprir.   


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