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Votos de Cabresto: onde eles estão?



O exercício da democracia pode ser ameaçada pelo voto de cabresto? Não! Ainda que esta prática exista disfarçada em inúmeros truques políticos nem sempre o resultado é o esperado. Haja vista candidatos que gastam somas exorbitantes e não se elegem. Vocês acreditam que ainda no Século XXI ainda existe o voto de cabresto? Ainda que consternado afirmo que suspeito de centenas deles. As pessoas parecem esquecer de conceitos básicos, como: respeito, educação, honestidade, caridade e, acima de tudo, da democracia. Embora este mecanismo pressão é conhecido de regiões mais pobres e com característica de coronelismo, insiste em conquistar outras cidades brasileiras. 

Se o voto de cabresto é o controle do poder político pelo abuso de autoridade, compra de votos ou utilização da máquina pública, então estamos sendo ameçados por ele. Se o voto de cabresto é uma empresa privada reunir seus funcionários num canto da empresa obrigando-os a votarem em seu candidado sob a ameaça do emprego, então estamos sendo ameçados por ele. Se o executivo, legislativo municipal e seus subornidados entram em residências particulares ameaçando cortar benefícios públicos, com saúde, educação e segurança exigindo o voto para o seu candidato, então estamos sendo ameaçados por ele. Se a distribuição de brindes são proibida, mas a máquina pública distribui cestas básicas, festas de aniversários, passagens,  CDs e DVDs, etc. aos eleitores em pleno período eleitoral, então estamos sendo ameçados por ele. O interessante é que formalmente ninguém vê nada, ninguém sabe de nada. São coisas do mistério político impossível de ser combatido. A pergunta é, como acabar com essa praga em cidades com índices de pobreza bastante elevado?

Pedir honestidade é querer demais? Exigir fiscalização não é um direito? Mas infelizmente durante as campanhas a honestidade vira excessão e a fiscalização sai de férias! Denunciar é preciso! Entretanto, nem sempre funciona porque quem faz a denúncia tem seu nome divulgado ao público e vira chacota sendo até usado em palanques como se a denúncia ao contrário de beneficiar está sim prejudicando o eleitor, e dai, não vai adiante. Campanhas publicitárias caríssimas pouco resolve porque a grande massa não entende o escopo das publicidades. Embora deva continuar existindo ainda mais em grande escala. Pois alguém tem que ter juízo neste país!

O voto de cabresto exisitia porque no período do coronelismo o voto era aberto, desta forma, o fazendeiro com seus capangas obrigava os eleitores de seu ?curral eleitoral? a votarem em seus candidatos. Mas como pode, no Século XXI, o eleitor temer pressão de patrão inescrupuloso, de político corrupto se o voto é secreto. Ninguém vê o seu voto, só a sua consciência! Mas ainda sim temem represálias e votam sobre pressão como se tivesse sendo vigiado. Celular é probido na seção eleitoral para que o voto não seja filmado ou fotografado como prova de fidelidade. Então, ter medo do que?

Nos dias atuais, é difícil controlar o voto das pessoas. Mas com a modernidade se cria métodos mais ?modernos? como os novos mecanismos de pressão: anota-se as secções em que os eleitores de uma família ou localidade votam, para posteriomente conferir se a votação do candidato correspondeu ao que se esperava dos eleitores. Embora seja impossível se determinar "quem" votou em "quem", o método é eficaz entre a população mais pobre como instrumento de pressão psicológica. A compra do voto é muito praticada e se tornou uma ferramente muito eficaz. As pessoas passam a dever obrigação, sentem obrigadas a honrar o compromisso com o candidato depois de terem recebido algo ou um simples favor.

Felizmente nem tudo está perdido. Vale ressaltar eleições sérias, candidatos sérios que venceram suas eleições honestamente! São estes quem manterão o futuro em direção de um caminho melhor. Os outros vão ficando para trás! Ainda bem!


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