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E Se Cuba Abandonasse o Comunismo?



  A ilha teria grandes chances de virar o país que mais cresce no mundo, com uma população até mais rica que a dos EUA. Não é fantasia: o motor desse milagre econômico, a princípio, já existe. Em outubro de 2008, o país declarou ter descoberto reservas de petróleo equivalentes a 20 bilhões de barris nas águas ao norte do país. Isso dá mais ou menos um quinto da quantidade de óleo da nossa camada pré-sal - mas isso num país com população menor que a da Grande São Paulo (11,5 milhões de habitantes). Claro que essas reservas também poderiam enriquecer a Cuba comunista. Mss, se a ilha abolisse a ditadura e abraçasse o capitalismo, a bonança viria mais rápido e poderia gerar um efeito cascata na economia. Primeiro, porque uma mudança no regime acabaria com o bloqueio comercial dos EUA. Sem esse obstáculo, os cubanos teriam como importar tecnologia americana para explorar suas reservas. E mais importante: os EUA importam 10 milhões de barris de petróleo por dia, quase tudo do Oriente Médio. Mas Cuba, lembre-se, fica ali ao lado, a 160 quilômetros de distância da Flórida. Bastaria, então, fazer oleodutos ligando a ilha ao território americano para que os EUA pudessem comprar óleo dos cubanos sem gastar quase nada em transporte. Agora junte os bilhões do petróleo a um mercado imobiliário virgem -  Fidel, afinal, confiscou a propriedade privada em 1959 e esse imóveis e terras teriam de voltar a seus antigos donos (ou a seus descendentes). Estima-se que o valor de tudo isso seja de U$$ 50 bilhões. Mas seria só o começo. Esse monte de imóveis e terras faria nascer um novo mercado. Assim: a grana do petróleo aumentaria o preço dos imóveis, já que vai ter muita gente com dinheiro para comprá-los. Imóveis valorizados fomentam a construção civil, pois novos prédios vão automaticamente dar mais lucro (é o que aconteceu na China e na Índia). E a construção gera empregos. Com mais empregos, mais consumo. Mais consumo, mais produção. Mais produção, mais empregos... É a roda da economia girando. E, nesse caso, seria um giro azeitado por uma educação de primeiro mundo, coisa que Cuba já tem.




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