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Protestantismo místico - Fraternidade Rosa Cruz



Nascida em meio a Reforma, a fraternidade se espalhou pelo mundo disseminado uma doutrina inspirada na busca d conhecimento. No final do século XVI os habitantes da Europa Central acreditavam piamente que o mundo ia acabar. O matemático Cyprianus Leovitiu jurou que seria em 1584, segundo sua interpretação do posicionamento das estrelas. Foi nesse contexto de pavor e de mudança que a Fraternidade Rosa-Cruz pronunciou-se pela primeira vez através de três obras. Em Fama Fraternitatis, publicada em 1614, é narrada a fundação desta sociedade pelo alemão Christian Rosenkrutz, personagem fictício cujo nome é uma clara referência a ?cristão rosa-cruz?. Segundo o livro, ele teria vivido entre 1378 e 1485 e ingressado no mundo místico pelas mãos de sábios mulçumanos durante uma viagem ao oriente. Apesar de ter aparecido publicamente apenas na segunda década do Século XVII a Rosa-Cruz é, provavelmente, um pouco mais antiga. Em 1597 ou 98 já se realizavam reuniões de uma liga secreta de alquimistas, atividade muito em voga na época. O segundo livro da ordem, Confessio Fraternitatis foi publicado em 1615 e traz os objetivos dos rosa- cruzes, que deveriam abrir os olhos do espírito para que vissem o mundo com maior profundidade. Já na terceira obra as festas químicas de Christian Rosenkrutz, o herói fundador da organização reaparece com muitas ?armas secreta?, como o prolongamento da vida. Desde sua publicação, esses escritos desencadeavam visões apaixonadas sobre a Rosa-Cruz: alguns enxergavam neles pregações reformistas que traziam a verdadeira revelação, enquanto os outros consideravam meros feiticeiros místicos. O símbolo da ordem: a cruz representaria a sabedoria do Salvador, o conhecimento perfeito; a rosa seria o símbolo da purificação do ascetismo que destrói os desejos carnais. A influência dessas instituições cresceu tanto que a igreja católica decidiu organizar uma contrapartida e perseguiu as sociedades secretas. No século XVII, José II, governante do Sacro Império Romano Germânico, sentindo-se ameaçado pela ordem, decidiu proibir as organizações desse caráter, com exceção da maçonaria. De acordo com alguns estudiosos, é nesse momento que ocorre a fusão dos rosa-cruzes com os maçons, que desde então não se separaram. No refúgio da maçonaria, a Rosa-Cruz introduziu suas concepções e símbolos cabalísticos. Como a Fênix que renasce das cinzas e a águia de duas cabeças. Muitas sociedades se consideram hoje herdeiras da confraria inicial.


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