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A DEMISSÃO NÃO É O FIM DO MUNDO



A DEMISSÃO NÃO É O FIM DO MUNDO

O professor Jeffrey Sonnenfeld, escolhido como um dos maiores estudiosos sobre liderança no mundo dos negócios, lançou a pouco o livro Firing Back: How Great Leaders Rebound After Career Disasters (Dando a volta por cima: como grandes líderes se recuperam depois de desastres na carreira) ? ainda sem tradução portuguesa, junto com um colega.
A própria experiência lhe serviu de base quando em 1997 foi acusado de vandalismo na Universidade que trabalhava, onde um vídeo supunha que ele depredava as paredes do lugar. Sem comprovação, ele deixou a escola, processou a instituição e em 2001 foi contratado pela Yale, e, feito fênix, renasceu e está lá até hoje.
Para ele, encarar a situação, não ter vergonha, não alimentar tristeza é fundamental quando a pessoa é demitida. Ou seja, não se colocar no papel de vítima e partir para a ação rapidamente, com afinco e vontade.
Como exemplo de alguém que não soube dar este passo, ele fala sobre a ex-presidente da HP, Carly Fiorina que, mesmo havendo divergências entre ela e os membros do grupo, negava. Demitida, posicionou-se como a vítima (machismo dos colegas), e cortou ligação com quem podia contar naquela situação. Escreveu um livro sobre a sua passagem por esta empresa que, obviamente, não está vendendo bem.
Sonnenfeld reafirma a necessidade de acionar os contatos e pessoas que lhe dêem credibilidade. Diz ser necessário falar sobre o motivo da demissão, pedir sinceras desculpas caso haja errado e mostrar que o seu valor profissional não foi atingido. E, pensar apenas no futuro, como uma nova página branca. Como um ciclo, que se fecha, e outro que está se abrindo.
Segundo ele, quem já foi demitido pode se tornar confiável novamente, se houver franqueza e não esconder os erros que cometeu (caso tenha havido). Acrescenta que todos os grandes empreendedores já erraram na vida, ou seja, o que vale é a conduta após o erro.
Mesmo implicando questões morais, diz que é possível haver uma volta positiva, e cita o caso de Marta Stewart (apresentadora de decoração e fundadora de um grupo de comunicações), que após ser acusada e condenada por lucrar com informações ocultas pela Bolsa de Valores de Nova York, foi aos jornais para se defender, além de criar um site, trazendo o seu público para perto dela, dialogando com ele. Seus produtos continuaram em alta, ela continuava cativando as pessoas. E a sua revista vendeu feito água e, saindo da prisão, voltou a ser a apresentadora de TV.
Perguntado a respeito de considerar pessoas envolvidas em escândalos financeiros como heróis, ele diz que herói é uma linguagem usada não no sentido literal, mas para mostrar que são pessoas arrojadas, querem tornar-se imortais, uma espécie de ?ícone? para a sociedade. Cita também esportistas, políticos, pilotos, ou seja, qualquer um pode querer isso.
Quanto à acusação de vandalismo na Universidade Emory, disse não poder falar a respeito devido ao contrato estabelecido com a Universidade Yale.

Perfeito ou não, o senhor Sonnenfeld nos dá uma abertura nas nossas cabeças para, quando e se cairmos, ou se já estivermos caídos, sabermos que temos o nosso valor e a nossa força. É nisso que temos que apostar para levantarmos e caminharmos.


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