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Comunicação (Parte 2) - Dicionário de Pensamento Contemporâneo



(Continua de Parte I mencionada em baixo em 'Links importantes')

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7- Recepção, Compreensão (Comprehension, Miscomprehensiom), Percepção Selectiva, Atenção Selectiva, Resposta Discriminativa.

Esta terminologia evidencia preocupação instrumentais na procura de soluções optimizadas para a exposição dos públicos a actos ou artefactos comunicativos produzidos com o objectivo de assegurar a circulação social de mensagens de forma a serem recebidas com o sentido intencionalizado pelo seu emissor. Daí deriva o desenvolvimento de estratégicos visando o incremento da perceptibilidade e atendibilidade dos materiais comunicacionais, e de estratégias com o intuito de ganhar a atenção dos públicos relevantes para cada tipo determinado de produtos comunicacionais. 

8- Influência, Persuasão, Manipulação

A persuasão é um processo específico de comunicação intencional. O sujeito que, numa interacção a dois ou no interior de um pequeno grupo tenta persuadir um outro tem uma opinião formada sobre o que acha que o outra deve fazer. O propósito persuasivo parte sempre de uma desqualificação mais ou menos assumida das capacidades e propósitos do outro.

Características da persuasão interpessoal, em que a intenção de persuadir corresponde a um quadro de expectativas ou normas sociais que o persuasor considera vigentes:

a)  a persuasão é uma acção comunicacional intencional determinada pela convicção de um sujeito a propósito, quer da inadequação da acção do outro, quer da maior adequação do seu próprio comportamento.

b)  a persuasão tende a ser unilateralmente conduzida e avaliada pelo seu promotor.

c)  a avaliação negativa que o persuasor faz do resultado do processo persuasivo pode conduzir à reiteração perversa das certezas que detém  sobre o que defende e reconduzi-lo nas suas crenças a propósito da incapacidade, má-fé ou má-vontade do outro.

A persuasão é ainda uma forma de influência que opera pela modificação cognitiva das disposições dos seus destinatários.

As teorias da manipulação cognitiva e da manipulação accional visam a submissão voluntária que explora os sentimentos conflituais de sujeitos empenhados na prossecução de linhas de comportamento em que já investiram. 

9- Ligação, Conexão, Articulação, Comunalidade, Comunidade, Separação, Fragmentaridade, Segmentaridade

Por uma lado, temos um conjunto de práticas e metodologias cuja legitimação depende do valor social positivo pretendido pelos seus promotores, e supostamente reconhecido pela sociedade, práticas que a comunicação radica em forças sociais positivas; por outro lado, temos que os processos de comunicação reflectem ou acentuam as clivagens e os conflitos de interesses que dilaceram o tecido social.

Os autores marxistas de inspiração marxista sustentaram que os media e outros processos de comunicação produzem e reproduzem as condições ideológicas da dominação política.

Por outro lado, as teses desenvolvidas pela semiologia sustentaram que o essencial das funções sociais e políticas desempenhadas pelos media consistem na criação e disponibilização pública de ficções ou pequenas mitologias que servem, não uma classe social, mas todo um sistema social de cuja estabilidade essa(s) classe(s) retiram vantagens económicas, sociais e políticas.

As novas teorias dos efeitos da comunicação de massas: aos desenvolvimentos históricos e teóricos de concepções sobrevalorizando a capacidade das audiências para seleccionar os conteúdos dos media segundo os seus interesses, sucedeu uma reconsideração do poder destes como mediadores sociais de informação e saber, cujos principais efeitos cognitivos não relevam já da persuasão, mas do estabelecimento no médio e longo prazo de quadros cognitivos favoráveis ao desenvolvimento de certas atitudes e condutas.

Muitas teorizações contemporâneas se situam nesta reconsideração que ultrapassa a lógica estreita de dominação ideológica e política ou da limitação, e evita os inconvenientes da indemonstrabilidade de teorias da subjectivação situadas a meio caminho entre o estruturalismo, a semiologia de origem europeia, a psicanálise e alguma teoria social.

Assim temos três âmbitos teóricos e metodológicos da investigação comunicacional:

a)  A teoria da capacidade dos meios de comunicação de massas para o estabelecimento de uma agenda temática (the agenda setting theory of mass-communications) - «na maioria das ocasiões, a imprensa não tem nenhum sucesso ao dizer às pessoas o que devem pensar, mas tem continuamente sucesso ao dizer-lhes sobre o que pensar» (Bernard C. Cohen, The Press and the Foreign Policy). Pressupõe-se que existe uma correspondência entre a agenda dos meios de comunicação de massas e outros três tipos de agenda, por referência a itens de relevo (salience) e a discussão pública (issues): agenda intrapessoal, agenda interpessoal e agenda pública.

b)  Segundo a análise das sociedades industriais de Niklas Luhmann, as trocas sociais são cada vez mais coarctadas por uma crescente improbabilidade da comunicação e tendem a desenvolver processos de simplificação que reduzem cognitivamente a complexidade social, cultural e política a dimensões publicamente argumentáveis e comunicáveis

c)  Outra contribuição importante é a que postula que os meios de comunicação social procedem a uma distribuição diferencial da informação e do saber em conivência com a receptividade  e as apropriações que dela fazem os públicos.     



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