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Liberdade e Sociedade (Parte 2)



(Continua de Parte I mencionada em baixo em 'Links importantes')
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CONTROLO ATRAVÉS DE FAVORES E MANIPULAÇÃO
Em 1949, alguns jornais americanos revelaram que cinquenta e um jornalistas estavam secretamente nas folhas de pagamento do Estado, insinuando que eram recompensados por serviços políticos. O Bulletin de Providence contou que dez jornalistas eram pagos por trabalho em part time pelo governo de Massachussets, e que vinte e seis trabalhavam também para estabelecimentos de corridas de cavalos.
Isto coloca em causa a ideia de que os veículos de comunicação de massa merecem  confiança para serem os olhos e os ouvidos o público em determinados lugares, nomeadamente no controlo ao governo e à empresa privada.
Felizmente, os jornais responsáveis tornaram quase impossível a ocorrência dessas práticas, não só através de uma remuneração compensadora, como através da restrição de que os seus jornalistas trabalhem em qualquer organismo que possa por em causa o jornalismo responsável.
FAVORES
Durante muito tempo, a exigência de qualquer coisa foi prática comum nos veículos de informação. Presentes de Natal, passes livres, transportes grátis, entre coisas, eram ofertas habituais aos jornalistas que cobriam os acontecimentos.
Num jornal americano, uma empresa de espectáculos cinematográficos oferecia ingressos para dez pessoas do corpo editorial e publicitário, em troca de uma crítica dos filmes. Porém, quando essa crítica era negativa, o director de publicidade dizia que isso era contrário ao acordo com os cinemas.
Também no desporto se colocam este tipo de problemas, já que a essência de um jogo como o futebol ou o basquete é não dar a conhecer ao adversário as estratégias de jogo ou informações relativas ao momento de forma dos seus atletas.
O jornalista que acompanha diariamente uma equipa acaba por perder o sentido de objectividade já que cria relações no seio desse grupo, seja com o técnico ou com os atletas, que depois condicionam a sua imparcialidade.
Outro problema relacionado do jornalismo desportivo é a utilização do repórter como instrumento de manipulação da equipa adversária.
Nos programas noticiosos radiofónicos existem tradições de independência e de insubmissão. Nalgumas rádios, os editores ganharam consciência de que são os jornalistas profissionais que devem manipular as notícias e não os anunciantes.
Há que dizer, porém, que uma moral de independência tem vindo a ser estabelecida para o repórter em geral. Os especialistas, como redactores desportivos ou de turismo, são mais vulneráveis já que o acesso gratuito a certos locais, extremamente dispendiosos mas importantes para o conhecimento de campo, é impossível sem a colaboração das instituições.
MANIPULAÇÃO
Actualmente, numa sociedade com uma forte componente técnica, é extremamente valorizada a linguagem da imagem, o que faz com que a manipulação e construção de imagens seja um constante no processo de comunicação. Através da imagem se constroem pseudofactos.
A formação da imagem tornou-se um empreendimento vasto e calculado, cujas dimensões deve ser consideradas pelo jornalista.
Por exemplo, parte do sucesso de Ronald Reagan pode atribuída a uma companhia de relações públicas especializada em campanhas políticas.
Essas companhias, além de tentarem os melhores espaços e os melhores horários nas estações de rádio e televisão para um candidato ou assunto determinado, adiantam-se às viagens dos candidatos para saber que assuntos se devem aplicar a determinado local, e que tipo de discurso pode ser eficaz.
Coloca-se assim a questão de se saber se os técnicos de relações públicas especializados não adquirirão tal preponderância que faça desaparecer a aparência de um livre intercâmbio de ideias.
O jornalista tem de estar consciente destas técnicas de propaganda, e tem obrigação de transmitir os factos com significação própria e o que saiba a respeito dos manipuladores.
CONTROLO ATRAVÉS DE GRUPOS DE PRESSÃO
A partir do momento em que um jornal ou revista exprima pontos-de-vista claros sobre qualquer tema, em caricaturas ou editoriais, uma resposta violeta é tão esperada como o dia de amanhã.
Os grupos de pressão utilizam qualquer canal. Organizam ataques e por vezes conseguem diminuir as assinaturas de jornais e revistas. Enviam secretários e comissões para advertir o editor e outros dirigentes. Algumas pressões são subtis: influência pessoal ou contactos amigáveis em ocasiões sociais ou comerciais, seja através de favores ou de ameaças.
Jornais e revistas são menos vulneráveis aos grupos de pressão do que rádio ou o cinema, especialmente o cinema. Tendo apenas como fonte de receita o público espectador, desde há muito que se faz sentir a pressão da Igreja Católica Romana.
Na rádio, os grupos de pressão ameaçam geralmente influir negativamente nos publicitários ou no Congresso, de forma a regular essas transmissões. Para além disso, os anunciantes querem um público satisfeito, e não um público que possa abranger a reprovação ao programa ao produto patrocinador.
Embora não haja nada de fundamentalmente grave no facto de os grupos de pressão exprimirem as  suas ideias e recomendações, as suas tácticas de acção são geralmente repreensíveis.        


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