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A casa como ninho humano


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Para o homem de nossos dias torna-se difícil preocupar-se com as formas dos tempos passados, se ele não estiver especialmente preparado para este objetivo. A primeira condição para se defrontar com os fatos históricos é assumir uma posição crítica em relação ao nosso ponto de vista. Em outras palavras, é necessário comparar os dados históricos fundamentais com os atuais, referentes à vida e à construção de casas.
Vivemos hoje num tempo dominado pela técnica. As ruas estão repletas de automóveis. Uma grande fábrica multiplica-se em várias outras, formando uma cadeia produtiva. As cidades tornaram-se superpovoadas e a técnica faz parte do cotidiano do homem atual.
A casa residencial de nossos dias também é uma obra técnica. Não pode ser compreendida apenas racionalmente, porque depende também de sentimentos e da fantasia pessoal. Mas, atualmente, sem a ratio, ela não pode corresponder às nossas necessidades, sendo o refúgio adequado contra as variações climáticas.
A casa mais primitiva não era técnica. Era o ninho humano, comparável à toca do animal. Este ninho mantém-se como o núcleo, mesmo se estiver escondido, da casa residencial. O homem não poderia prescindir deste abrigo rudimentar e primitivo, se as condições fossem tão agradáveis a ponto da casa não ser necessária.
As funções da casa aumentaram e se desenvolveram comparativamente às da casa primitiva. Transformou-se ela numa cobertura, dentro da qual se conserva um clima artificial, independente do clima natural do exterior. O clima artificial mantém-se pela ação de aparelhos técnicos de instalação para iluminação, ventilação e outras funções. Aquele ninho simples transformou-se numa composição de muitas células, cada qual com funções diferentes. Ainda no século passado, a maior parte da humanidade vivia mais tempo ao ar livre do que em casa. O homem moderno passa a maior parte de sua vida sob a proteção de uma casa, num clima artificial. Este homem acostumou-se a encontrar, mesmo a grandes altitudes ou no mar tempestuoso, condições semelhantes de vida, porque os aviões e os navios, assim como as casas, representam coberturas, que incluem e protegem artificialmente a existência humana, mesmo em regiões e condições de alto risco. A grande massa humana de nossos dias participa desse clima artificial; somente poucos homens ainda suportam as dificuldades do clima natural.
Entre a casa e o automóvel, a fábrica e o escritório, temos relativamente pouco tempo para a natureza e o ar livre. Acostumamo-nos a este clima artificial, não queremos mais apartar-nos dele e esquecemo-nos de que, apesar da vida dinâmica que levamos, o clima em que vivemos é muito uniforme. Por isso, na época das férias, as pessoas das grandes cidades do mundo procuram, por curto prazo, a natureza e, em vários países, as praias, os campos, as zonas rurais tornam-se pequenos para hospedar a multidão. A uniformidade climática e as condições naturais influenciam a composição de uma casa moderna, como se pode observar na vida de uma família. O homem adulto pode viver num clima artificial, o que não ocorre com a criança. Esta precisa do ar fresco, do sol e deve estar em contato com o clima exterior. Na criança observamos o desejo natural do homem para o contato com a natureza. A vegetação tem hoje a mesma importância das condições naturais na composição da residência. Como companheiros primitivos do homem, as plantas novamente circundam a casa e penetram seus espaços, dos quais há alguns anos haviam sido expulsas, principalmente nas cidades.
Não podemos renunciar à casa, nem ao clima artificial, porque ampliam a área para a vida. Em muitas fábricas, o ar condicionado é questão básica. Mas, na casa residencial, o homem de hoje, apesar do clima artificial, não quer desistir ao menos de uma pequena parte da natureza. Por esta razão, procuramos construir casas que liguem o homem, que durante todo o dia trabalha na fábrica e no escritório, com o clima e a natureza. Procuramos introduzir na casa residencial partes da natureza na forma de vegetação. Procuramos construir a casa que permita à criança desenvolver-se e crescer para o mundo técnico e artificial de hoje, sem prejuízo das exigências da natureza. As nossas construções estão abertas à natureza. Além da boa vista para o jardim e para as redondezas, esse conceito possibilita o contato com a vegetação e permite exercer o trabalho físico como se fosse descanso. A casa residencial, na maior parte, é uma construção leve porque, como parte essencial, tem que suportar apenas o telhado. As restantes partes são de materiais variáveis, conforme a necessidade técnica e de composição, muitas vezes elementos desmontáveis.


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