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Verdades sobre questões raciais



        Existem questões não aprofundadas quando o tema é questão racial. É fato inegavel os crimes hediondos cometidos ao longo da história, sejam os registrados no imperio romano, grego, persa, etc. Como também cometidos no interior da China, Paquistão, e teríamos muitos para comentar. Mas entre os observados, os mais recentes se destacaram pela crueldade e viabilidade dos registros, assim como a participação contemporanea de sobreviventes que contam com a lembrança recente na memória das famílias.

        Falo do que ocorreu na 2a. Guerra contra judeus, Hiroshima e Nagasaki contra populações civis, mas não podemos esquecer o que foi cometido contra africanos no continente americano.

        O trabalho escravo sempre foi registrado em todo o Mundo. No continente asiatico era comum encontrar prisioneiros de guerra utilizados como escravos na China, Japão, Coreia, Tailandia, etc.         

        Na Europa esta realidade também existia, no endividamento de pequenos agricultores na região anglo-saxonica, conferindo o trabalho escravo por parte de descendentes vikings para quitação destes debitos. Se o debito não viesse a ser quitado, a propriedade era do credor.

        A escravidão mais comentada na história antiga, foi a do povo hebreu junto aos egípcios.

        Mas foram as atrocidades cometidas contra africanos escravizados em solo americano as mais terríveis e sem dúvida as que influenciaram a discriminação racial como um todo em todos os cantos da Terra.

        Qual o motivo principal? Primeiro é preciso entender o que ocorria e foi palco do cenário histórico no território americano. Os povos que habitavam as Américas, tinham características próprias diferenciando-as das observadas em outros continentes.

        Os habitantes das Américas tinham uma terra extremamente fértil, com muita facilidade de plantio. A facilidade era tamanha, que não se davam ao trabalho de plantar efetivamente, muitas vezes, por se tratar de um serviço fácil, não era sequer considerado um trabalho, sendo praticado comumentemente por mulheres.

        Com pouco mais do que o uso das mãos se poderia realizar o plantio de qualquer cultura pretendida. O que era considerado trabalho era a prática da caça, pesca e o desbravamento da floresta.

        Um homem americano na maior parte do continente, ao atingir a puberdade, era liberado à penetrar na floresta sozinho para procurar um alimento para a sua família. Este alimento em geral era constituido por animais, aves ou peixes. Um indígena americano se auto-afirmava como Homem, ao retornar com um animal, uma quantidade de peixes, ou aves, no seu ombro.

         Esta auto-afirmação se misturava com a realização por parte de um novo membro adulto na comunidade. Ao trazer o resultado demonstrava bravura, destreza, agilidade, força, maturidade e tudo o mais que ele cobiça enquanto está em sua juventude.

        Portanto a prática da agricultura não era comum para o homem americano, porque para se tratar a terra com a plantação de sementes, qualquer criança com pouca idade, ou suas mães, poderia realizar nas proximidades da tribo obtendo o resultado almejado sem nenhum esforço expressivo. 

        Ao "encontrar" o território americano, os portugueses, espanhóis e ingleses, tiveram extrema dificuldade em resolver esta situação. É muito comum ouvir da parte de portugueses a frase: "os índios são todos preguiçosos", mas na verdade não se trata de preguiça e sim de condição cultural, o que está nos seus costumes, sua história.

        Quando eram colocados para a tarefa do plantio, se sentiam extremamente humilhados. Para eles era como mandá-los para a cozinha na frente de suas famílias, para realizar as tarefas que eram comuns às suas mulheres. E estas normalmente riam desta imposição.

        Estes fugiam, eram açoitados, os portugueses colocavam pedras e correntes em seus pés, mas não era nada fácil fazer um índio americano trabalhar na lavoura.

        Com toda esta dificuldade por aqui e enquanto os espanhóis se deliciavam com toda a extração de ouro, prata e pedras preciosas, tanto ingleses na América do Norte, quanto portugueses nas terras brasileiras, ficaram frustrados pela falta das riquezas e ainda tinham de arcar com os custos elevados de produção, por ausência de mão de obra facilitada com a escravidão.

        Portugal chegou a enviar prisioneiros, devedores, pessoas de má indole para cultivarem no Brasil.

        É bom lembrar que o ouro em solo brasileiro só veio a ser encontrado quase um século após a invasão portuguesa.

        Estas frustrações portuguesas motivaram a formação de colônias na África e na Ásia.

        Na África, Portugal encontrou mão de obra disponivel.

        Os escravos que Portugal trazia para o Brasil e comercializava com os ingleses, tinham como origem principal as guerras freqüentes entre angolanos e moçambicanos contra seus inimigos territoriais.

        Os prisioneiros de guerra africanos eram vendidos pelos seus inimigos aos portugueses que os comercializavam de uma forma desumana em solo americano.

        Os vendedores africanos que vendiam seus inimigos, por natureza guerreira, apreciavam a humilhação de seus adversários, acorrentando-os para serem conduzidos às embarcações.

        Muitas vezes, entre os escravos, estavam governantes, descendentes de governantes e/ou líderes africanos.

        O que não se comenta é que se fosse possível (evidentemente não é), mas se passassem pela Ásia antes de contornar a África, teriam encontrado escravos chineses, coreanos, japoneses e vietnamitas a serem vendidos, dominando técnicas mais avançadas.

        A questão geográfica nunca é observada.

        Se os indígenas aceitassem o cultivo, também não haveria a necessidade da compra de escravos africanos. Africanos que opostamente aos habitantes das Américas, eram os que praticavam a agricultura porque o solo africano requer mão de obra pesada para o arado, técnicas já conhecidas pelos africanos.

        Por outro lado, se ficassem na África, os escravos morreriam nas prisões.




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