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O QUE É O HOMEM?



O que é o homem? Uma pergunta que ecoa na própria história humana e corre os dias sem resposta. Tão ampla é a pergunta que se subdividiu em múltiplas inquietações. Não seria mais importante perguntar: Quem é o homem? O que o constitui? Muita instabilidade se observa neste terreno. Muitas respostas superficiais foram dadas, afirmações subjetivas ou doutrinárias que não têm conduzido ao domínio da certeza. Um dos problemas está centrado na estrutura do conhecimento cultural. Tudo que o homem conhece da realidade objetiva e de si mesmo não é necessariamente o reflexo exato da objetividade. O homem conhece por observação e interpreta de acordo com os dados que ele possui acerca da realidade. Desta forma, a cultura determina a visão que o homem tem de si mesmo e das razões elementares de sua existência. As respostas dependem da visão que cada cultura possui da existência. Entretanto, as culturas não têm esboçado respostas claras que possam levar o homem a entender quem realmente seja. Mas isto não significa que o homem tenha desistido. A busca por uma resposta continua sendo o fator determinante das raízes culturais. No entanto, o que se tem é apenas a hesitação. Decididamente, o homem não sabe quem é, não sabe para onde vai, qual é o sentido dos pequenos e grandes fatos que se sucedem em sua existência e, mais grave ainda, afasta estas questões de seu horizonte no cotidiano, tornando-se uma pálida imagem daquilo que está chamado a ser. Quando a natureza toma conhecimento de si mesma na figura do homem, a razão se estabelece como pilar da busca pela compreensão. Na busca e na incerteza o homem decidiu viver de acordo com sua razão na tentativa última de experimentar um pouco de lucidez em meio a tanta inquietação. O homem encontrou na razão as possíveis asas que o levariam a alçar os vôos em busca da liberdade. Entretanto, mesmo que a razão e a liberdade sejam os fatores que constituem a busca humana pela vida, não passam de instrumentos na tentativa de uma compreensão ampla da vida e de si mesmo. Então, outras perguntas se levantam: Por que vale a pena viver? Qual é o sentido da vida? Por que existem a dor e a morte? Qual é a razão do sofrimento humano? As inquietações humanas se manifestam como expressão da própria natureza da razão e está na raiz de todo movimento humano. Na produção cultural, fruto do exercício desta razão, nasce a religião. O desejo de compreender o sentido último da existência revela o senso religioso. A religião se apresenta como resposta mais plausível na busca inquietante por significado. O homem é homem porque não cessa de interrogar-se sobre o sentido do mundo e não apenas porque é capaz de agir sobre ele, ou moldá-lo de acordo com suas necessidades. A religião é o homem que pergunta transcendendo para fora do ser, e buscando além de si a compreensão de sua origem e destino. Ao produzir cultura e religião, a razão humana não considera o pecado. Ao produzir no caminho terreno o homem não pode alcançar o eterno. O que significa afirmar que o homem não pode se achegar a Deus sem o auxílio do milagre da revelação. Sem a revelação, o homem buscou respostas e viveu estilos de vida diversificados. A cultura é a criação de um mundo que faça sentido, que esteja em harmonia com os valores do homem que o constrói, que seja espelho, espaço amigo, lar, realização completa dos objetos desejados. No entanto, a cultura não é garantia de que o desejo foi alcançado; é externalização do desejo em meio à sua ausência. Enquanto o desejo não se realiza, resta cantá-lo, dizê-lo, celebrá-lo. A esperança nasce em meio ao pecado que escraviza e não permite ao homem encontrar o verdadeiro caminho. A religiosidade, portanto, não significa que o homem tenha encontrado o caminho que conduz às respostas inquietante que deram origem à busca pela vida. Ser religioso ou postular uma religião não significa que o homem tenha encontrado a resposta. Significa nada mais nada menos que o homem procura a resposta. Encontrar o caminho passa necessariamente pela auto descoberta do homem como pecador que precisa de Deus. No entanto, outra pergunta vai ecoar a partir deste ponto: O que é o pecado? É deixar de se conformar à lei moral de Deus na busca de ser o que o Criador projetou que fosse. O pecado está presente na estrutura do homem. Corrompe o seu desejo e o levanta contra Deus. Toda a produção cultural está influenciada pelo pecado, uma vez que o homem está dominado pelo mal. Estar dominado pelo mal, não significa que o homem não seja capaz de praticar ações boas. Mas, que qualquer estilo de vida (cultura) produzido por sua razão está necessariamente distante de Deus. O encontro com Cristo é a revelação especial ansiada pelo homem e anunciada pelo próprio Deus nas Escrituras: ?Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim? (Jo.14:6). Se o homem deseja entender o seu caminho sobre a terra, deve se procurar no próprio Deus. Enquanto a religião é a busca por este caminho; Cristo Jesus é a resposta ao homem religioso.


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