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O controle da natalidade e o resultado nas eleições



O controle da natalidade foi determinado e aplicado na China como forma de evitar um colapso social pela explosão da sua população.
Trata-se de um problema que foi observado corretamente, uma vez que não havendo a devida aplicação do controle, a natureza da população acaba sobrecarregando o Estado e dificulta a manutenção da sociedade.
O Japão, Índia e até o Brasil ficaram diante do problema da natalidade e da necessidade do seu controle. Para se ter idéia a China dificulta a vida das famílias que constituem mais de um filho, porque perdem o auxílio do Estado. No Japão é proibido ter mais de dois filhos.
Tais regras foram trazidas para o Brasil fazendo com que as famílias estivessem mais conscientes da melhor oportunidade de acordo com o controle da natalidade. Isso porque evidentemente se possibilita mais oportunidades para um ou dois filhos do que a mesma igualdade para quatro ou cinco.
Nada mais correto e na direção do que possa permitir mais por quem queremos muito bem. No entanto, a situação não se repete quando estamos em países sub-desenvolvidos, ou mesmo em países em desenvolvimento.
Países em desenvolvimento tendem a não conferir escolaridade para sua população e deste modo, por absoluto desconhecimento do que seja condição de vida e qualidade de vida, casais procriam sem controle algum.
Isto se repete no Brasil, um país com extensões continentais onde as populações das regiões Sul e Sudeste divergem em suas condições de escolaridade e financeira, com as regiões Norte e Nordeste, criando uma condição manipulável.
Manipulável porque a pouca escolaridade e baixo esclarecimento de sua condição social, conferem a possibilidade de manobras por questões regionalistas como a questão norte-nordestina, onde o contraste social existe e a realidade social também se manifesta.
O que temos como resultado é que as populações do Sul e do Sudeste, por serem mais esclarecidas também são menos populosas.
Em situação diretamente oposta as populações norte-nordestinas são menos esclarecidas e mais populosas interferindo diretamente no resultado das eleições.
Os excedentes populacionais ainda finalizam com a migração para as cidades do Sul e Sudeste. Esta migração escapa dos levantamentos porque muitos descendentes são registrados como naturais dos Estados para onde seus pais migraram.
O resultado é uma população considerável na Grande São Paulo, Grande Rio e Grande Belo Horizonte formada por norte-nordestinos ou descendentes diretos.
Como registro deste quadro um candidato natural de Pernambuco consegue se reeleger presidente apesar de tantos casos de corrupção em todas as esferas e todos os níveis do governo federal, bem debaixo do seu nariz. O que foi preciso? Dizer que não sabia de nada, que tudo isso já ocorria "sistematicamente em todos os outros partidos", ignorando o que fica evidente, ou seja, que ele próprio como presidente de seu partido, era conhecedor dos esquemas de corrupção.
Veio a ser reeleito, tão somente porque sua esmagadora e expressiva quantidade de votos estavam nas mãos de pessoas com baixo índice de escolaridade. Portanto, manipuláveis.
Com auxílios como o "Bolsa Família", que não é outra coisa senão uma modificação de um projeto do governo Fernando Henrique Cardoso em favor das famílias de baixa renda, o sr. presidente Lula conseguiu se manter no posto de presidente da nação, mesmo a contra-gosto de uma população indignada nos Estados do Sul e Sudeste.
Tudo ficou gritante com as vaias que ele recebeu na abertura dos jogos Pan-Americanos em uma cidade do Sudeste do país, onde os presentes não eram beneficiados pelos seus programas sociais, eram formados por pessoas esclarecidas, com formações acadêmicas, empresários, estudantes e famílias que não necessitaram de seus favores para pagar os valores elevadíssimos dos ingressos.
Elas tem acesso à todo o conjunto do que ocorre no governo de Luís Inácio Lula da Silva, um governo corrupto, que dificulta o desenvolvimento da nação, que emperra o sistema e a governabilidade do país e que deixa de investir em todos os segmentos da sociedade, como segurança, saúde, educação, habitação, rodovias, transporte aéreo, ferroviário, portos, ou seja, o país está parado às custas do que já fora realizado no passado.
É de um completo absurdo que um médico e uma enfermeira tenham que se sujeitar ao pedido por um aumento salarial, como quem pede esmolas ouvindo seu presidente dizer que o salário de um deputado em valores acima de R$ 40.000,00 seja uma vergonha, ou que um salário de R$ 18.000,00 não seja digno para um membro do governo federal.
Vergonha é um médico receber R$ 70,00 por uma cirurgia, em atendimento às mesmas pessoas de baixa renda e de baixa escolaridade, que não são esclarecidas e que necessitam dos serviços de saúde pública porque não podem pagar por um atendimento privado.
Pode-se flagrar o presidente com dinheiro nas mãos, pode-se provar os esquemas de corrupção, mas se isso de alguma forma incluir o presidente, ou for suficiente para condená-lo, 36 % da população brasileira não aceitará e irá afirmar que tudo foi uma armação uma cilada contra o ex-pobre presidente que passou fome na vida. Sempre será tido como um coitado.
Em uma situação como esta, como se pode evitar a capacidade de manipular todas as estatísticas?
Temos um problema de difícil solução no Brasil, pois a população mais esclarecida está ficando cada vez menos populosa, temos então um controle da natalidade e entregamos de bandeja uma oportunidade para o controle político.
O voto de um universitário de Florianópolis, ou um empresário de São Paulo, tem o mesmo peso que o voto de um retirante no sertão do Piauí.
Um número expressivo de votos brasileiros tem origem norte-nordestina, direta ou indiretamente não apenas nas duas regiões, mas espalhados por todo o território, pois não tiveram ou pretenderam participar do controle da natalidade.


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