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MUNDO CÃO



MUNDO CÃO

Louis Thomas


Esta expressão, usualmente, é utilizada para retratar o mundo ignóbil em que vivemos, com suas tragédias sem explicação, barbaridades perpetradas por seres humanos contra seus semelhantes, atos de violência inaudita que não encontram explicações nem para os mais capacitados psiquiatras e psicólogos. Mas, não é a isso que desejo me referir, e sim para um tema mais leve e atual: a imensa proliferação dos caninos na vida atual das pessoas, nas mais diversas classes sociais.

Ao andarmos pelas ruas, no início e ao final dos dias, verificamos a grande população que está a passeio com seus animais, sejam de pequeno ou grande porte, das mais variadas raças e tipos, delicados e ferozes. É um grande número, geralmente conduzidos por pessoas da meia idade em diante, já que os jovens têm outras preocupações e afazeres, certamente próprios da idade.

Se atentarmos um pouco mais, verificamos que os donos dos animais com eles interagem, conversam amigável ou incisivamente, dependendo das atitudes adotadas pelos animais, como se estivessem dialogando com filhos, companheiros (as), familiares, utilizando-se de expressões carinhosas que até há alguns anos atrás acreditava-se serem próprias dos humanos apaixonados.

A imprensa econômica traz notícias do grande mercado envolvendo os mais variados produtos para cães e animais de estimação em geral: gatos, pássaros, coelhos, cobras e outros até mais exóticos. Desde a alimentação ( dezenas e dezenas de tipos de rações), produtos de banho, medicamentos, roupas de grife, tratamentos médicos e psicológicos, até acessórios em geral, movimentando bilhões e bilhões ao redor do planeta, e num crescendo que não pára, com altas taxas anualmente.

A proliferação de clínicas especializadas, para banho, tosa, atendimento veterinário, hospedagem, venda de produtos em geral, é um fenômeno que se observa em todas as cidades, seja qual for o seu porte, e por se tratar de um segmento da economia que não pára de crescer, certamente o número delas somente tende a proliferar.

Talvez uma explicação para isso esteja na ?solidão dentro da multidão? que muitos de nós estamos passando atualmente. Os filhos crescem, os casamentos se dissolvem, a renda mensal está bem melhor, a oferta de filhotes das mais variadas raças se expande, e a população acaba adotando seu animal de estimação. Em uma análise empírica, percebe-se que as mulheres são mais numerosas na adoção canina, mas o número de marmanjos enamorados de seus animais também é muito grande.

Pena que muitos casais não se voltem para a adoção de menores abandonados, que também merecem uma atenção daqueles que reúnem condições de se dedicarem a tão nobre mister, contribuindo para um mundo melhor, com menos desigualdades e crises sociais.


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