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Theory in Anthropology since the Sixties II






A luta entre Antropologia Simbólica ( idealismo
) e Ecologia Cultural ( materialismo ), tão exaltada que os oponentes viam apenas as faltas um do outro e não as suas próprias, acabou por se tornar um discurso puramente americano, uma vez que excluía o conceito de sociedade, um conceito chave para a discussão antropológica dos antropólogo britânicos.


O terceiro movimento da década de 60 ficou conhecido como Estruturalismo, foi uma invenção individual de Claude Lévi-Strauss e foi considerado o único paradigma genuinamente original da Ciência Social no século XX. O Estruturalismo prupunha-se encontrar os conjuntos básicos de oposições subjacentes a algum fenómeno cultural complexo e mostrar as maneiras em que esse fenómeno é tanto uma expressão desses contrastes e uma recriação deles. A sua contribuição mais duradoura foi a percepção de que o que aparenta ser ao acaso pode ter na verdade uma profunda unidade e sistematicidade (uma vez que todas as culturas inatamente classificam, mesmo que não haja um esquema universal de classificação). Para Lévi-Strauss, se as estruturas míticas se assemelhavam às estruturas sociais não era porque o mito reflectia a sociedade, mas porque tanto mito como organização social partilhavam uma estrutura basal comum. A combinação de âmbito largo e detalhe minucioso conferiram ao trabalho de Lévi-Strauss um grande poder.


Os antropólogos americanos tendiam a agrupar o Estruturalismo (um movimento claramente europeu) junto com a Antropologia Simbólica, o que para a autora não era verdade. Já os antropólogos britânicos aplicavam análises estruturais a sociedades e cosmologias particulares.










O Estruturalismo foi confrontado com uma forte reacção contra no início da década de 70, especialmente devido à sua negação da relevância de um sujeito intencional no processo social e cultural e de qualquer impacto significativo da História sobre a estrutura: os especialistas passavam a estar mais interessados em modelos nos quais tanto os agentes como os eventos tivessem um papel activo.


Continuando para os anos 70, diz Ortner que nessa década a Antropologia esteve muito mais ligada a eventos do mundo real, não em concordância com os mesmos, mas exactamente porque tudo o que era parte da ordem em vigor era questionado e criticado, usando-se Marx como símbolo e alternativa aos velhos modelos. Neste período o marxismo era seguido por duas escolas de teoria antropológica distintas: Marxismo Estrutural e Economia Política.






 
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