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Coleções Etnográficas: documentos materiais para a História Indígena



As autoras pretendem elucidar as novas propostas de estudo das coleções etnográficas dos museus, e com isso redefinir o papel dessas instituições frente a sociedade, a outras instituições e às disciplinas afins.

Fazendo-se uma recapitulação dos processos de recolhimento desde o século XVIII-XIX, com os viajantes e naturalistas, passando por uma intensificação na virada do século XIX-XX, até a fase atual, pode-se identificar  - além dos interesses específicos da época que determinaram que tipo de objetos serão colecionados, e do gosto estético vigente, a história das relações humanas (do contato) e do pensamento antropológico.


Desde fins do século XIX, as coleções são objeto de preocupação analítica. Da classificação dos objetos ( artefatos) a partir de categorias que consideravam o meio ambiente, a técnica e a forma, parte-se para duas formas de apreensão teórica: uma sob a perspectiva evolucionista , privilegiando os aspectos formais e funcionais do objeto; e outra que pretendia a um relativismo quando considerava a multiplicidade funcional.


Os estudos das coleções associadas aos conceitos e métodos da Antropologia tomam grande impulso quando considerados os interesses de pesquisadores que se voltam para o campo do simbolismo e da semiologia. As peças, artefatos, são tratados como representações simbólicas dos grupos e como meios de comunicação visual (desenvolvimento que denota idéias estéticas e artísticas, suas mudanças em função do contato. As coleções, então, são objeto de interesse histórico, busca-se contextualizá-las para, a partir daí, reconstituir-se a complexa unidade interatuante de comportamentos, idéias e objetos de determinada sociedade e cultura. Sob essa ótica, desenvolve-se todo um rigor metodológico.


Pressupõe-se, na maioria dos casos, a utilização de conceitos da Antropologia, a referência de campo; a pesquisa bibliográfica, e o acesso a técnicas documentais da museologia. Para a  elaboração de um esquema conceitual, próprio para o campo de cultura material associada à prática da comunicação visual, coloca-se a necessidade de se operar com uma interdisciplinaridade (História, Ecologia, Museologia, etc.). Quanto às fontes para a pesquisa, há em disponibilidade (apesar das dificuldades de acesso e de falta de documentação cientifica de referência) uma série de catálogos e estudos específicos que processam desde uma identificação das peças até uma análise tecnológica, histórica e sociológica.

Por fim, dentro de suas propostas de reavivamento dos museus e de suas coleções de etografia indígena, propõe também investimentos em pessoal técnico-científico e especialistas) uma abertura desses museus aos grupos indígenas, intercâmbio visando um melhor entendimento da função social dos artefatos.




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