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AS MULHERES DE NOSSA HISTÓRIA





Padre Vieira, o dos famosos sermões, achava que a mulher deveria sair de casa em apenas três ocasiões: para seu batismo, o casamento e o próprio enterro. E foi o que elas fizeram durante séculos. Desde a chegada de Cabral e até quase 200 anos depois, não há menção do nome de nenhuma mulher na História do Brasil.
Excetuando-se o de rainhas, que já nascem com o direito à menção histórica, Chica da Silva, foi a primeira mulher a ser inserida em nossa história como uma escrava que conseguiu tomar o poder de um homem através do afeto e do sexo. Depois veio a Marquesa de Santos, cortesã que, por amor, D. Pedro a tornou poderosa. Também há mártires como Joana Angélica, morta a golpes de baioneta, que constitui uma versão nacional de Joana D´arc; heroínas, como Inez de Souza, que ajudou o marido governador a expulsar os invasores franceses; Anita Garibaldi, que abandonou o lar para seguir o revolucionário Giuseppe; a brava patriota Maria Quitéria tinha seus próprios ideais, mas teve que se vestir de homem para assentar praça na artilharia e lutar na guerra da Independência; a princesa Isabel talvez seja a única mulher que aparece em nossa história à frente de uma marcante transformação social. Essas mulheres foram os paradigmas femininos da História do Brasil, como relata ANA MIRANDA, em seu ensaio Ser Mulher.
Na história contemporânea de nosso país, entretanto, mulheres têm tido papel de destaque. Vimos mulheres revolucionárias lutando contra a ditadura; vemos mulheres brilhando nos três poderes de nossa República; vemos mulheres se destacarem na ciência e em todos os campos profissionais.
Este ano foi lembrada Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, segunda mulher do famoso escritor Guimarães Rosa, que quando trabalhava no consulado de Hamburgo, Alemanha, corajosamente driblou os nazistas conseguindo mais de 100 vistos para judeus se refugiarem no Brasil. Aracy, agora com quase 100 anos, ainda vive em São Paulo e é a única mulher brasileira cujo nome é mencionado no museu do Holocausto, em Jerusalém.Há uma árvore plantada em sua homenagem no chamado Jardim dos Justos em Israel.
Também não podemos nos esquecer da ex-primeira-dama, Ruth Cardoso. Antropóloga, teve grande parte de seu trabalho dedicado ao estudo de comunidades carentes. Lutou no governo de seu marido contra as desigualdades sociais através do programa Comunidade Solidária, cujos projetos subdividiram-se em Universidade Solidária; Alfabetização Solidária; Capacitação Solidária; Voluntariado e Artesanato Solidário. Fez parceria entre governo e sociedade, por isso, negociou com empresários o financiamento de metade dos projetos, enquanto a outra metade das verbas necessárias foi levantada junto aos ministérios. Ruth Cardoso exerceu seriamente seu trabalho de combate à pobreza, não repetindo os erros de outras mulheres de presidentes, que ao praticar somente o assistencialismo, administraram pessimamente o dinheiro público. Certamente passará para nossa história, não só como mulher de Fernando Henrique Cardoso, mas como a mulher que seriamente trabalhou para a melhoria da vida do povo carente de seu país.
Mas, já que lembramos Da. Ruth, o que dizer de Da. Marisa Letícia, mulher de nosso atual presidente? Além de mandar ?plantar? uma estrela vermelha, símbolo do PT, no palácio presidencial, confundindo, desta maneira, partido e governo, e de sua transformação física por plásticas e botox, o que mais fez ela nesses 5 anos de governo Lula? Nada! Não deverá fazer parte, por isso, do rol das grandes mulheres de nossa história.



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