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História do Brasil ? A cara do Zumbi



   

História do Brasil ? A cara do Zumbi


A escravidão no país foi oficialmente abolida em 13 de maio de 1888, mas 3 séculos antes, os escravos rebelados construíram um país independente onde se tornaram homens livres. O país Palmares começou a surgir em 1597 e durou até 1694. Seu território se estendia por 150 km de comprimento e 50 de largura, nos estados de Alagoas e Pernambuco, entre os rios Ipojuca e Paraíba era uma região de difícil acesso, a principal razão de sua sobrevivência. Sua população variou muito em 100 anos. Ralatos dos portugueses falam de mais de 20 mil habitantes. No auge teve 9 cidades ou mocambos.

Os historiadores divergem sobre tal número e a localização das aldeias. A única conhecida é a capital Macaco na serra da Barriga. O modelo era africano. Cada mocambo com seu chefe, juntos elegiam o rei. Em caso de ataque ou expedições guerreiras para a libertação de escravos, as foeças se uniam. Não abrigava apenas escravos fugidos. Era uma sociedade multiracial e miscigenada de negros, ídios e até brancos pobres. Fabricavam armas e ferramentas com a metalurgia, plantavam e trocavam a produção por armas, sal, tecidos e ferramentas.

O que a arqueologia já descobriu? Ainda hoje é difícil chegar á capital de Palmares, os carros atolam na estrada de barro. As primeiras expedições de ataque dos portugueses levavam 1 mês a pé para bater as portas de macaco. No final do século 17, trilhas abertas a facão permitiam reduzir o tempo e transportar o vantajoso canhão, que destruiria a cidade. Os vestígios estão soterrados. O que existe é modesto, mas revela a vida dos negros. Em escavações recentes foram achados 14 sítios arqueológicos, 13 do século 18. Desenterrou-se 2448 cacos de cerâmica. A capital era cercada por paliçadas e teria 3 linhas de defesa. Mas o problema é que tudo o que se sabe sobre Palmares foi escrito pelos adversários, holandeses e luso-brasileiros. Não se encontrou nada relacionado á batalha final, como madeira carbonizada, armas ou esqueletos. O solo ácido dificultou a sobrevivência de metais ou ossos. A arqueologia reforça a tese do pluralismo cultural de Palmares.

Onde há escravidão há revolta » Desde o início houve fugas, bastava uma chance. No nordeste, o caos provocado pela invasão holandesa de 1630 permitiu um aumento generalizado das fugas. Em pouco tempo, os angolanos tornaram-se vitais para a agricultura colonial brasileira. Os navios negreiros vinham superlotados e boa parte morria na viagem. Haviam 2 tipos de escravos: os das plantações e os domésticos. Dependendo do senhor a vida desses podia ser menos terrível, já os de colheita, trabalhavam até morrer. Após uma tentativa de fuga frustada, a punição era chicotadas e depois sal e limão na feridas. A média de vida útil de um escravo em tais condições, segundo os historiadores, não passava de 5 anos. Quando chegava aos 30 anos, o negro já estava fisicamente liquidado ou desqualificado para o trabalho. Sendo os escravos a maioria da população, as revoltas eram muito temidas. Era evitado ter escravos da mesma origem, para que não conversassem entre si. A longa resistência em Palmares levou as autoridades a propor conciliação. Zumbi criou em 1694, um sofisticado sistema de paliçadas e fossos repletos de paus potiagudos, mas inútil contra canhões. Sua bravura virou lenda. Há uma versão que desesperado com a derrota, teria se suicidado, precipitando-se de um penhasco. Na verdade, foi ferido, sobreviveu a derrota e continuou na guerrilha até ser traído. No dia 20 de novembro de 1695 foi emboscado e morto. Sua cabeça foi espetada em praça pública no recife. Embora tenhamos uma imagem dos bandeirantes como senhores patriarcais, com botas altas, casaco, chapéu, arcabuz e barbas brancas, os que tinham esse aspecto eram raríssimos. A maioria eram mestiços pobres e maltrapilhos e que ganhavam a vida caçando índios em marchas extenuantes. Um deles, Domingos Jorge Velho,veio de SP para destruir Palmares. Sua tropa era formada por 800 índios e 200 mamelucose brancos e matava índios e colonos do Piauí quando foi convidado a vie a Alagoas. O bispo de Pernambuco o descreveu como um dos maiores selvagens com quem topou, e um homem bárbaro que vivia do que roubava.


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