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Cultura Medieval



Cultura medieval
A questão chave que vai atravessar todo o pensamento filosófico medieval é a harmonização de duas esferas; "a fé" e "a razão". O pensamento de Agostinho, (século V), reconhecia a importância do conhecimento, mas defendia uma subordinação maior da razão em relação à fé, por crer que esta última venha restaurar a condição decaída da razão humana. Já a linha de Tomás de Aquino (século XIII) defende maior autonomia da razão na obtenção de respostas, apesar de não negar tal subordinação da razão à fé.

1. Filosofia de São Tomás de Aquino

Seu maior mérito foi a síntese do Cristianismo com a visão aristotélica do mundo, introduzindo o aristotelismo, sendo redescoberto na Idade Média, na escolástica anterior. A partir dele, a Igreja tem uma teologia (fundada na revelação) e uma filosofia (baseada no exercício da razão humana) que se fundem numa síntese definitiva: fé e razão, unidas em sua orientação comum rumo a Deus. Ideais
Tomás de Aquino tentou mostrar que a filosofia e a religião não podiam competir. Eram dois caminhos que levavam à um mesmo fim. Tinha como objetivo mostrar a existencia de Deus, usando a razão.
Contrariamente à doutrina agostiniana que pretendia ser Deus conhecido imediatamente por intuição, Tomás sustenta que Deus não é conhecido por intuição, mas é cognoscível unicamente por demonstração.

2. Filosofia de Santo Agostinho

O pensamento de Agostinho foi basilar em orientar a visão do homem medieval sobre a relação entre a fé cristã e o estudo da natureza. Ele reconhecia a importância do conhecimento, mas entendia que a fé em Cristo vinha a restaurar a condição decaída da razão humana, sendo portanto mais importante. O Pensamento
Agostinho considera a filosofia praticamente como solucionadora do problema da vida, ao qual só o cristianismo pode dar uma solução integral. Todo o seu interesse central está portanto, circunscrito aos problemas de Deus e da alma, visto serem os mais importantes e os mais imediatos para a solução integral do problema da vida. A moral agostiniana é teísta e cristã e, logo, transcendente e ascética. O pensamento de Agostinho, mais conservador, defende uma subordinação maior da razão em relação à fé, por crer que esta venha restaurar a condição decaída da razão humana.
3. Teocentrismo

O teocentrismo é a concepção segundo a qual Deus é o centro do universo, tudo foi criado por ele, por ele é dirigido e não há outra razão além do desejo divino sobre a vontade humana. Contrapõe-se ao antropocentrismo,biocentrismo e ao humanismo. Esse pensamento dominou a Europa medieval, os ideais teocêntricos se tornaram a base do comportamento dessa sociedade.
4. Estilos arquitetônicos
Com a conversão de boa parte da Europa ao cristianismo, a partir do século IV, a honorável arte clássica, tida como pagã, foi abandonada com a vitória da nova crença pregada pelos Apóstolos de Jesus. A maior parte da arte medieval que chegou aos dias de hoje tem um foco religioso, fundamentado no Cristianismo. Num primeiro momento, no tempo da Alta Idade Média(V-X), denominou-se a expressão artística daquela época de estilo românico, num período posterior, durante a Baixa Idade Média(XI-XV), foi chamado de estilo gótico.
a. Românico
(1000 ? 1100) 1 - substituição do teto de madeira por abóbadas.
2 - grande espessura das paredes, poucas janelas (muito pouca luminosidade, interior pesado e escuro)
3 - consolidação das paredes por contrafortes ou gigantes para dar sustentação ao prédio.R>4 - consolidação dos arcos por meio de arquivoltas.
5 - horizontalismo
6 - principais materiais usados: pedra e tijolos
7 ? traços simples e austeros
b. Gótico
(1100 ? 1500)

1- Verticalismo.
2- Arco quebrado ou ogival.
3- Abóbada de arcos cruzados.
4- O vitral (boa iluminação).
5. Músicas

Há uma pequena divisão: música Sacra e a música popular, nesta aparece os trovadores e menestréis. Na música Sacra o destaque ficou com o Papa Gregório Magno, que introduziu o Canto Gregoriano , que é caracterizado por uma melodia simples e suave, cantada por várias vozes em um único som. Já música popular , o destaque fica com trovadores e menestréis .
Trovador: eram os compositores e poetas que criavam obras de carater popular.
Menestrel:
era o cantor do trovador. Visto que sempre o acompanhava. Eles tinham suas obras inspiradas em temas românticos ou feitos heróicos dos cavaleiros. Surgiram na França, por volta do século XI, de lá se espalharam para outras partes da Europa.
6. Cavalaria

A cavalaria surgiu como recurso de defesa dos romanos contra as invasões bárbaras, que usavam o cavalo, e substituiu paulatinamente a infantaria romana. Os ideais da cavalaria foram enriquecidos com a adoção rigorosa dos princípios cristãos, como o respeito à igreja, lealdade ao senhor, defesa da honra e outros. A fase de cristianização da cavalaria culminou com as cruzadas, que uniram num esforço comum os cavaleiros da Europa cristã. A igreja e as monarquias de diversos países criaram as ordens militares, de duplo caráter (religioso e militar), cujo objetivo era defender a fé cristã. A Cavalaria na Idade Média era constituída pelos cavaleiros nobres, homens que os senhores das terras eram obrigados a apresentar (lanças), os escudeiros, cavaleiros das ordens religiosas e dos concelhos.


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