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A ocupação do Brasil. In: O Povo Brasileiro



Segundo Darcy Ribeiro, a ocupação do Brasil só foi possível através do cunhadismo. Para o colono era extremamente conveniente formar vínculos familiares com os indígenas, pois esses lhe serviriam na extração de pau-brasil e outros produtos tropicais. Foi nessa época em que aconteceu o escambo, com o Português trocando o pau-brasil por bugigangas. Esse cunhadismo foi marcante em algumas colônias, como Bahia e São Vicente. Na primeira, destaca-se a figura de Diogo Álvares, que conseguiu estabelecer-se com tranqüilidade na colônia, atingindo um equilíbrio com os índios, com os portugueses e com os jesuítas, a quem deixou inclusive bens em testamento. Para a Coroa era interesse ter índios recrutáveis, por isso apoiou a instalação de missões na Bahia. Com isso, nasceram os engenhos e o número de negros cresceu marcadamente mais na frente. Em São Vicente, houve João Ramalho e Antônio Rodrigues. O primeiro era muito temido pelos jesuítas, pois conseguiria levantar um número de até cinco mil índios de guerra se necessário. Ele mais na frente ajudou ou missionários a expulsar os franceses e a lutar contra os Tamoio na baía da Guanabara. São Vicente, antes das bandeiras, dedicou-se principalmente ao aprisionamento indígena para realizar suas tarefas do dia-a-dia e depois à venda de índios cativos ao nordeste açucareiro. No Rio a presença francesa foi forte inicialmente, apoiada pelos Tamoios. Foram por fim expulsos e se instalaram no Rio missões jesuíticas em relativa paz com os índios Tupinambá. Com medo do cunhadismo desenfreado, a Coroa estabeleceu as colônias hereditárias, cujo objetivo era explorar e povoar a nova terra. Foi nessa época que já não era tão fácil aliciar os índios, então se intensificou sua escravização. A maior dificuldade para essa prosperidade mercantil foi a resistência indígena, principalmente onde estavam confederados com os franceses. Com a instauração do Governo Geral, o índio se mostrava muito rebelde ao trabalho escravo, principalmente com Mem de Sá. Sua população foi consideravelmente reduzida pela guerra, pela escravidão e principalmente pelas doenças. A isso, somaram-se as guerras autorizadas, a perda de terras, as catequeses e o fato de não encontrarem um papel na nova sociedade que se formava. A França ocupava o Rio de Janeiro com o apoio do Tamoio. Assim, estimulou a criação das missões jesuíticas. Porém, decretava e revogava leis de captura de índios, o que tornou bastante irregular a vida indígena nas missões, que eram atacadas pelos colonos com o apoio da lei ou sem ele. Com a expulsão dos jesuítas os colonos se apossaram dos indígenas e passaram a arrendá-los, o que os consumia muito mais rápida e intensamente.




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