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O Brasil e suas perspectivas



O artigo trata dos desafios e prioridades do Brasil para seu desenvolvimento. O autor começa afirmando que os problemas que hoje afetam os países no mundo não podem ser tratados isoladamente, mas a partir de uma visão holística que considere, para sua solução, os problemas globais e as grandes tendências do mundo moderno. No que se refere ao Brasil, o autor afirma que o país tem desafios em três dimensões: a conjuntura interna, a conjuntura mundial e a conjuntura regional. Na conjuntura interna, é necessário que o Brasil defina prioridades para assegurar um crescimento mais dinâmico. Tais prioridades, segundo o autor, seriam a luta pela 1) competitividade, que passa pela infra-estrutura e a formação de recursos humanos, mas principalmente pelo esforço em pesquisa, ciência e tecnologia; pela 2) coesão social, dentro da qual é importante reconhecer tanto que a desigualdade no país é ainda mais importante do que a pobreza, já que mina a estabilidade social, quanto que a educação deve ter posição central nessa luta; e pelo 3) fortalecimento institucional, com uma reforma que renove o Estado e o faça capaz de enfrentar os novos desafios que surgem dentro e fora dos países. Já a conjuntura mundial, explica Iglesias, "suscita grandes perguntas e grandes desafios que temos pouca capacidade de enfrentar" (p. 31). Nesse contexto, o autor explica que o clima mundial é de evitar maiores riscos, que não há garantia de que poderemos criar um mundo mais justo em matéria de práticas comerciais e que ainda não se sabe como serão absorvidos os grandes déficits decorrentes da economia dos Estados Unidos e da política cambial da China. Além disso, a conjuntura mundial apresenta ainda a crise energética como um problema em potencial e o futuro do relacionamento entre América Latina e Ásia como crucial para a região: esta se desenvolverá em um modelo inglês, com a América Latina como fornecedora de matéria-prima para a Ásia ou em um modelo europeu, em que investimentos, tecnologia e empresas são criados e administrados conjuntamente? Finalmente, no que diz respeito à conjuntura regional, o autor afirma que a América Latina possui uma capacidade de integração que deve ser valorizada, por sua pujança no mundo moderno, mas que vem, sim, coexistindo com forças desintegradoras de distinta origem e natureza. Mas o autor acredita que a região unida deverá prevalecer, aproveitando-se a "enorme capacidade para a integração hemisférica, para a integração com a África, para cooperação com países do terceiro mundo, mas, fundamentalmente, para a cooperação entre nossos países de modo a fazer daquele grande ideal uma realidade" (pp. 33-34).


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