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Planejamento Financeiro Pessoal



Planejamento Financeiro Pessoal

Na maioria das vezes as pessoas começam a administrar o seu próprio dinheiro após os 18 anos, portanto é importante iniciar a educação financeira desde cedo. Quando se inicia um planejamento financeiro é preciso definir para onde está indo seu dinheiro.
O 1º. Passo é fazer um orçamento detalhado anotando todas as receitas e despesas. Receita é tudo aquilo que recebemos (salário, lucros de investimentos, aluguel de imóveis) e as despesas o que gastamos. As despesas podem ser fixas ou variáveis, diárias , mensais ou semanais. As fixas ,como o própio nome já define, são mais difíceis de serem reduzidas como aluguel, transporte, alimentação, IPTU, IPVA. As variáveis são as que temos maior facilidade de manipulação, exemplos: compra de roupas e acessórios, telefone, luz, água. Ao se fazer um orçamento contendo as despesas e as receitas, teremos informação suficiente para criar um fluxo de caixa. Uma boa dica é considerar as despesas em valores percentuais e não absolutos desta forma ficará mais fácil verificar onde está sendo consumida a maior parte da sua renda. Por exemplo se você tem uma renda de 1000 reais e consome 250 reais em alimentação , então o seu gasto mensal com alimentação é de 25%. Receitas ? despesas (fixas e variáveis) = fluxo de caixa, nota-se desta forma que só há 2 maneiras de aumentar o fluxo de caixa : aumentando a receita ou diminuindo as despesas variáveis. É essencial obter o fluxo de caixa. Um fluxo de caixa positivo indica que estamos gerando riqueza, enquanto um fluxo de caixa negativo pode indicar perda de patrimônio. FLUXO DE CAIXA(FC) = RECEITAS(R) ? DESPESAS(D). FC>0 gerando riqueza FC=0 patrimônio estável FC<0 perda de patrimônio. Procure formas alternativas de gerar renda e diminua despesas.
O 2º passo do processo é definir o objetivo e o prazo do investimento, já que um investimento para compra de uma casa é diferente de uma aposentadoria, bem como um investimento de horizonte para 30 anos é diferente de um outro para 5 anos. Se o seu objetivo é manter o patrimônio busque aplicações mais conservadoras, observando, no entanto, que esta aplicação deve estar superando ou pelo menos atingindo rendimentos comparáveis aos níveis de inflação. Por outro lado se está na fase de aumentar o patrimônio deve necessariamente procurar aplicações de maior risco como ações. Considera-se aplicações de longo prazo aquelas com período acima de 5 anos, médio prazo aquelas com período de pelo menos 3 anos, curto prazo aquelas de menos de 2 anos.
O 3º passo é definir que tipo de investidor você é. Existem 3 tipos básicos : conservador, moderado e arrojado. O tipo conservador não aceita correr riscos, para este tipo de investidor é mais adequado o investimento em renda fixa, o tipo moderado aceita correr riscos, porém de forma parcial , comprometendo até certo limite do seu patrimônio e o tipo arrojado aceita correr riscos mesmo comprometendo o seu patrimônio , desde que o retorno seja compensatório. Ao considerar estes perfis é interessante considerar qual o percentual do seu patrimônio você estaria disposto a comprometer em renda variável e fixa ? lembre-se que renda variável como o próprio nome já esclarece pode representar perdas. Ainda é preciso levar em consideração a idade do investidor. Investidores mais jovens podem arriscar mais do que investidores menos jovens, porque o tempo de recuperação é maior. Uma fórmula interessante para calcular o risco 100 ? idade do investidor , exemplo: investidor de 20 anos , 100 ? 20 = 80 , pode-se aplicar 20% em renda fixa e 80% em renda variável.
4º passo é a educação financeira é preciso se informar sobre os investimentos disponíveis, economia, política, leis do país em que se deseja aplicar.
Antes de qualquer investimento é necessário ainda ter em mente que imprevistos podem surgir por isso é interessante manter o equivalente a4 meses de suas despesas em um investimento menos volátil como os de renda fixa. Considere ainda que não se deve contrair dívidas superiores a 30% do sua receita sob pena de inadimplência.



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