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Marx - Carater fetichista da mercadoria - Transformação do dinheiro em capital



O CARATER FETICHISTA DA MERCADORIA E SEU SEGREDO
O que é a mercadoria?
É um objeto produzido regularmente com o intuito de ser vendido ou permutado.

O que é o caráter fetichista?
É o processo pelo qual a mercadoria, ser inanimado, é considerada como se tivesse vida, fazendo com que os valores de troca se tomem superiores aos valores de uso e determinem as relações entre os homens e não vice-versa. Ou seja, a relação entre os produtores não aparece como relação entre eles próprios (relação humana), mas entre os produtos de seu trabalho.
Por que os objetos de uso se tornam mercadorias?
Os objetos de uso só se tornam, em geral, mercadorias porque são produtos de trabalhos privados executados independentemente uns dos outros,
Os trabalhos privados atuam como membros do trabalho social a medida em que os produtos dos mesmos podem ser permutados entre si. Dai descaracterização da relação social entre os homens em detrimento dos produtos.
No ínterim de produzir algo útil para ser permutado o produtor já considera que existe um valor, diferente do valor de uso, ao ser produzida a mercadoria, já que as mercadorias podem ser permutadas em diferentes proporções,
Duplo caráter social do trabalho privado:
- devem satisfazer certa necessidade social, ou seja, ter valor de uso para outros (serem Úteis).
- satisfazerem seus produtores a medida em que podem ser permutáveis (existem produtos que lhe equivalem)
A partir do momento em que o homem passa a estipular, na troca, quanto produto do seu trabalho equivale ao do outro, ou seja, passa a dar "valor de troca" a seus produtos, pressupõe que seus diferentes trabalhos são iguais, imagina, dessa forma, que existe uma forma de trabalho humano abstrato. Então quando essas proporções de troca tornam-se costumeiras, esse valor de troca parece provir da natureza dos produtos do trabalho.
Contudo, o caráter de valor dos produtos apenas se consolida como grandeza de valor.
E essa grandeza de valor é dada pelo tempo despendido no trabalho (segredo). Isso implica que o valor das mercadorias são quantidades de tempo e de trabalho coagulados na feitura da mercadoria, por fim essa abstração se materializa na forma dinheiro.

TRANFORMAÇÃO DO DINHEIRO EM CAPITAL


Para Marx, existem duas formas de circulação de mercadorias:
A primeira é:
O homem produz a mercadoria vende e a transforma em dinheiro para, posteriormente, engajar esse dinheiro na compra de uma mercadoria que satisfaça suas necessidades. Nesse processo o dinheiro se comporta apenas como dinheiro, pois o homem o faz com o interesse de suprir suas necessidades, isto é, o objetivo final é o valor de uso. (OIKONOMOS)
Por outro lado, o segundo processo consiste na compra de uma mercadoria e na revenda da mesma por um valor maior. Ou seja, o dinheiro se transforma em mercadoria e esta em capital. Por isso, Marx fala que tanto o dinheiro como a mercadoria, nesse contexto, são capital. Por exemplo: eu compro uma caneta a R$ 2 e a revendo por R$ 4, os R$ 2 acrescidos ao valor inicial Marx chama de mais-valia. Por fim os R$ 4 são o capital devido a esse movimento de valorização do dinheiro. Por isso a meta do capitalismo é o incessante movimento de ganho (dinheiro que gera dinheiro ou dinheiro em circulação), podemos fazer aqui um paralelo com a crematística aristotélica, porque a meta do capitalista é a busca de uma riqueza ilimitada.
Contudo, se os R$ 4 passarem a não mais serem utilizados com o escopo de valoriza-lo, e sim com o objetivo de suprir as necessidades deixarão de ser capital.
Além desse processo em que podemos identificar o capital comercial e o industrial, temos o processo simplificado que seria o capital a juros; pelo qual não se faz a "criação de dinheiro? por intermédio da mercadoria.


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