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Califórnia, não. Texas(efeito etanol)



Se o Brasil fosse uma republica do etanol, Ribeirão Preto seria sua capital.
Apesar da grande expansão da cana-de-açúcar por novas fornteiras agricolas, como Mato Grosso de Sul e Goias, a região de Reibeirão Preto ainda é o principal pólo socroalcooleiro do país, com cerca de 7% da produção nacional de cana-de-açúcar e 44 usinas instaladas.
Desde o incio da retomada do setor, o produto interno bruto per capita do minicípio, que tem 600mil habitantes - aumentou 25% - passou de 7.666reais para 10.229, (valores de 2.004).
Conviver com a riqueza não é novidade para a população de Ribeirão Preto. No inicio do século passado, as fazendas da região gervam 19%da receita do estado de São Paulo, então o maior produtor de café do mundo.

O crack da bolsa de Nova York, em 1929, reduziu essa opulência a pó e inaugurou um novo ciclo, baseado na produção de grãos, laranja e cana-de-açúcar, que continuaram a manter os produtores de Ribeirão Preto entre os mais bem-sucedidos do País.

O recente entusiasmo em torno do etanol remete, de certa forma, a onda de prosperidade que se esgotou, como malogro do carro a álcool nas décadas de 70/80.
No entanto o atual ciclo da cana-de-açúcar no interior paulista é basante diferente daquele que movimentou a região há 20 anos. Enquanto no passado a maior parte das riquezas acabou concentradas nas mãos de um restrito grupo de proprietários de terras e usineios, a expansão atual tem pormovido uma dispersão bem maior dos recursos.

As usinas da região, de controle familiar, passaram por um brutal processo de modernização tanto na área de produção como na gestão do negócio. Isto levou a uma surpeendente valorização dos profissionais que ocupam cargos executivos nas usinas.

A retomada do etanol também tem beneficiado um grupo de empreendedores que não existia nos anos 70/80, tempos do Proálcool.
São os produtores de equipamentos e prestadores de servços para usinas de açúcar e álcool que criaram os próprios negócios a partir do fim da década de 90.

Apenas em Setãozinho, cidade vizinha de Reibeirão Preto, com 100 mil habitantes, existem 550 empresas ligadas ao setor.
Exemplo a empresa que fabrica componentes para usinas e atualmente fornece produtos para três usinas em construção, que teve seu faturmento quase duplicado e que acaba de fechar um acordo de transferência de tecnologia com um grupo sul-africano que lhe permitirá produzir equipamentos mais sofisticados e concorrer com a duas maiores empresas do setor.


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