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EXPORTAÇÃO DE CARNE BRASILEIRA



EXPORTAÇÃO DE CARNE BRASILEIRA

Louis Thomas


A recente proibição da União Européia em autorizar a entrada da carne bovina brasileira, em um mercado que absorve quase 30% de nossas exportações, é uma notícia preocupante para o setor do agronegócio, mas pode ser alvissareira para o mercado interno nacional.

As alegações européias centralizam-se no descaso do Governo Brasileiro para com a propagação da febre aftosa, em vários estados produtores. Isto é parte da verdade, porque realmente as medidas governamentais deixam um pouco a desejar, conforme vem noticiando a grande imprensa, face ao abandono dos postos de controle em regiões afetadas, fiscalização permanente nas rodovias, etc. Mas ignoram que o Ministério da Agricultura, por suas agências de fiscalização sanitária, realizou um grande trabalho em milhares de propriedades rurais, voltadas especificamente para a produção de bovinos destinados à exportação. Foram certificadas mais de 3.000 propriedades brasileiras, mas a União Européia somente reconhece cerca de 300, ou 10% do total.

Na verdade, os produtores de carne europeus, notadamente os da Irlanda, estão pressionando grandemente para que o mercado seja fechado ao produto brasileiro, que além da qualidade, apresenta excelentes preços em comparação com os produtores de lá. Como não podem impor tarifas de importação, por violar acordos da Organização Mundial do Comércio ? OMC ? buscam fechar as portas através de barreiras fito-sanitárias.

O consumidor europeu se verá diante de duas grandes dificuldades: pagará mais pelo produto nas prateleiras dos supermercados, já que nossos preços são competitivos, e também pagará os subsídios que os produtos locais recebem de seus governos, com o dinheiro do contribuinte. Porém, trata-se de uma questão ?interna corporis? e não haverá muito que se fazer, salvo os protestos normais de nossas autoridades dos Ministérios das Relações Exteriores, Indústria e Comércio Exterior e da Agricultura.

Contudo, a boa notícia será para o mercado interno, pois os frigoríficos deverão desaguar a produção que seria exportada aqui no solo pátrio, e isso provocará uma queda nos preços ao consumidor, o que já se vem observando. E o Governo poderia auxiliar reduzindo parte da carga tributária do setor, em impostos e contribuições federais, como também convencer os estados a aderirem a este propósito. Menos impostos seriam um excelente argumento para a indústria da carne baixar seus preços.

Nosso mercado interno vem crescendo e se os preços melhorarem certamente a população irá consumir mais carne, que faz parte do cardápio nacional no dia-a-dia, desde a mais tenra infância.

Também há que se procurar novos compradores no Exterior, apesar da concorrência ser feroz, por parte da Austrália, Canadá e Estados Unidos, mas com preços competitivos ganha-se mercado, além de que a renda ?per capita? na Ásia está crescendo rapidamente e lá se tem um potencial de consumo gigantesco.



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