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2008 NÃO É O FIM DO MUNDO - BRASIL ESTÁ FORTE PARA ENFRENTAR A CRISE DA ECONOMIA MUNDIAL



BRASIL ESTÁ FORTE PARA ENFRENTAR A CRISE DA ECONOMIA MUNDIAL
Era para ser um mais um ano ruinzinho, 2007, daqueles de andar de lado, meia sola, outro patinho feio produzido pela economia brasileira, tão repetitiva em estatísticas desoladoras. Mas algo aconteceu, parece que da metade para cá, uma nesga de sol começou a brilhar.
E não parou mais. Da "descoberta" do etanol, a redenção pelo bio combustível, tendo o Brasil como forte player em nível mundial, passando por novas jazidas de petróleo e gás, com exportações em alta mesmo com o dólar em baixa, passando pelos lucros estratosféricos das grandes empresas, com a redução do desemprego e a expansão da base de consumidores, mais a inclusão de mais pobres ao mercado, foram muitas as estocadas para frente. Só notícias boas, tudo aumentando a confiança de investidores externos, com entrada recorde de dólares, e muito boa vontade das agências de classificação de riscos. Finalmente, o Brasil se tornaria, depois de muitos anos, um dos queridinhos do mercado. E, 2007, de ruim, passou a ser o ano da virada. Mas, como uma virada de 180 graus pode reverter para 360, todo o cuidado é pouco.
É aí que entra 2008. Um ano que começou cheio de marra, a certeza do sucesso. E o tropeço veio rápido, ainda no primeiro mês. Em 21 de janeiro acontece a 2a feira negra, em pleno feriado americano de Martin Luther King. Mesmo com a Bolsa de Nova York fechada, o resto do mundo desabou. Foi um verdadeiro Deus nos acuda. Só no Brasil, a Bovespa registrou queda de 6,6% no dia. O pacote de Bush, ele outra vez, não agradou, apesar da promessa da injeção de US$ 170 BI, e até com um "bolsa família" embutido. Parece que o gigante do norte vai soçobrar, e a crise pode virar a recessão tão anunciada. Tecnicamente, a recessão é caracterizada pelo crescimento negativo por 2 trimestres seguidos. É o que previu o Goldman Sachs, um crescimento de mirrados 0,8% para os Estados Unidos. Tal fato provocaria a redução do crescimento do PIB mundial, de quase 6% em 2007 para 3% este ano. Parece o fim do mundo. Mas não é. De lá para cá, já houve alguma reação, com as autoridades monetárias americanas agindo com mão de ferro. O presidente do FED ? Federal Reserve, o Banco Cental americano, Ben Bernanke, tem usado a mesma receita de seu antecessor, Alan Greenspan, cortando os juros vigorosamente. De qualquer forma, afundando mais, ou menos, a economia mundial já está fazendo água, por conta da crise americana.
Se é inevitável, a questão é como se desembaraçar melhor neste ambiente adverso. O que fazer para transformar o limão em limonada? O Brasil, pela primeira vez, em muitos anos, está razoavelmente bem posicionado para enfrentar a crise mundial. Reduziu fortemente sua dependência ao mercado americano, que representa hoje apenas 15,6% do volume de suas exportações, contra 24% do início da década. Em termos de reservas, o Brasil está amparado em mais de US$190 BI de reservas firmes, não em capitais voláteis, que vão e vêm, num estalar de dedos. A inflação está atentamente vigiada por Henrique Meirelles, um autêntico cão de guarda instalado em pleno Banco Central, mantendo os juros básicos no conservador patamar de 11,25% a.a..
Um aspecto preocupante é até onde vai esta blindagem brasileira, neste momento crucial da economia mundial. Com relação aos BRIC?s, o Brasil tem um flanco aberto, pois sua recente pujança econômica é quase toda calcada em fatores externos. O país não fez, como China e Índia, mudanças estruturais e ajustes internos, tão importantes para a competitividade e o desenvolvimento econômico, tanto de seu parque de empresas como de sua economia como um todo. As MPE?s ? Micro, Pequenas e Médias Empresas brasileiras têm um ambiente de negócios bastante adverso para o desenvolvimento de suas atividades. Isto é o que demonstram diverso


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