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A ECONOMIA CAFEEIRA DE LIVRE MERCADO ( parte II)



AS FASES DESCENDENTES DOS CICLOS DE PREÇO DO CAFÉ

Estas fases apresentam dois aspectos relacionados ao dinamismo do comércio exterior e a alegação de que o comportamento da taxa de câmbio, da política monetária e dos preços, acentuou a exploração internacional.
Na primeira fase descendente (1862-1869) houve aumentos do estoque de moeda e a inflação resultaram parcialmente de políticas monetárias liberais para combater a rápida recessão de 1864.
Na segunda fase descendente (1891-1906), políticas monetárias liberais e austeras, em diversas seqüências que explicam o comportamento dos preços agregados. O início da República caracterizou-se por políticas monetárias liberais que teriam benefiaciado a indústria.
Em 1898 houve uma forte contra-reforma liderada pelo ministro metalista Joaquim Murtinho, onde a incineração de dinheiro, controles sobre o comércio exterior e outras medidas financeiras, visavam à valorização da taxa de câmbio e ao equilíbrio orçamentário.

À GUISA DE CONCLUSÃO


Sobre a economia cafeeira de livre mercado no Brasil, podemos comentar quatro, por assim dizer, conclusões importantes.
1a.) no período de livre mercado de café, por volta de 1857 a 1906, os preços internacionais do produto flutuavam em ciclos de amplitude universal crescente;
2a.) as alegações de exploração durante as fases descendentes dos ciclos de preço do café devem ser rejeitadas. Nas três fases fases descendentes, houve melhoria das relações de troca, e o aumento das receitas de exportação foi causado principalmente por ajustes de quantidades no mercado, como aumentos acelerados das exportações físicas de café em vez de desvalorização cambial.
3a.) as políticas monetárias de ajuste do balanço de pagamentos na economia cafeeira brasileira, não aumentaram a exploração alegada por meio da debilidade do comércio exterior. O Brasil enquadrou - se numa economia isolada das contrações no exterior. Tais políticas monetárias de ajustes, permitiam estabilidade durante os períodos de expansão do comércio exterior e davam a devida garantiade normalidade das transções de negócios requeridas.
4a. ) DEAN ( 1969 ) e STEIN ( 1957 ), em seus estudos sobre, puderam mostrar que o comércio de café, veio permitir ao Brasil a iniciação de uma transição para a modernização e à industrialização. Esse mesmo mecanismo, é de um modo semelhante aos processos do modelo do " motor de crescimento" das áreas de colonização recente em diversas partes do mundo.


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