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A Evolução da Economia Brasileira parte II





REFORMAS MODERNIZADORAS: D.JOÃO
(continuação)

Quem levou maior vantagem sobre a abertura dos portos, foi sem dúvidas, a Inglaterra, que por essa épocadominavam o comércio mundial. Além disso e do comércio livre com o Brasil, os ingleses fizeram mais uma cobrança pela ajuda que haviam dado à família Real portuguesa quando de sua transferência para o Brasil: num tratado assinado com D.João em 1810, os ingleses foram beneficiados em seu comércio com o Brasil, gozando de privilégios de justiça especial ministrado por um juíz conservador. A liberdade de ação política de D.João era muito estreita. O Brasil não tinha, então nenhuma base industrial, tal como se dera no Nordeste Ianque dos EUA, para que isso pudesse dar sustento aos envolvimentos militares. Mas a política econômica de D.João era de extremo avanço para a época, e seu esforço efetivo na instalação de indústrias, incentivando principalmente a textil e a de ferro, importando técnicos e a assistência direta governamental para a implantação de fornos siderúrgicos. Tráz também a modernização do sistema educativo, estabelecendo o ensino superior técnico militar. Entre outros benefícios voltados todos para o desenvolvimento de um modo geral, um mostra forte sinal de atualidade, que é um dos primeiros atos reais: a criação no Rio de Janeiro de uma cadeira de ECONOMIA POLÍTICA, na qual foi promovido Cayru.

RETARDAMENTO DA EXPANSÃO

A
s condições de vida no país eram precárias, ainda que as obras barrocas e seus ornamentários tentassem dar uma visão confortadora quando à modéstia do quotidiano, mas isso não passou despercebido aos olhos de viajantes que por aqui passavam. A distância que separava a sociedade escravocrata do mundo moderno era enorme.

A eliminação do monopólio comercial português representou uma redução nos custos dos produtos importados, e uma consquente diminuição das possibilidades de concorrência de possíveis ind´sutrias nacionais. O atraso da industrialização, não pode ser explicado apenas por esses fatores e circunstâncias. No caso da siderurgia ocorrem problemas técnicos que por hora não tinham soluções satisfatórias. Os fornos que aqui eram utilizados, muitos já eram obsoletos em outros países, e não cabiam suportar a concorrência de avanços, por aqui desconhecidos. a idústria têxtil sofreu represálias do governo inglês, que impedia a exportação de máquinas modernas e conhecimentos técnicos. O que de fato se mostrou insuperável foi o rapidíssimo crescimento da produção na indústria têxtil inglesa com aplicação do vapor e da enorme escala de operações de fiação. O mercado inglês de exportação sofre quedas de preços afetando os tecidos de algodão em 80%. As pequenas dimensões do mercado brasileiro não tinham condições de suprir o mercado de variedades de tipos de tecidos consumidos a preços competitivos. A primeira metade do século, passados os efeitos inflacionários do quarto de século de guerras após à Revolução Francesa, torna-se relativamente desfavorável para os produtores de matérias-primas, e as exportações brasileiras estacionam em valor, passando de uma média anual menor que 4 milhões de libras em fins do século XVIII. Também nos EUA, os preços caem brutalmente. No Brasil, entretanto as quedas foram maiores, e isso segundo estudos, deveu-se sobretudo pela supressão do monopólio português de comércio. Dessa forma a economia brasileira é muito mais dependente do comércio exterior não tendo um setor industrial e comercial já relativamente importante, tal qual os EUA, onde o Sul dirige para o Norte e Oeste contínua corrente de compras. No Brasil a estagnação de exportações teve outro efeito: aumento da escassez de moeda metálica, e o país recorre ao papel-moeda e ao trabalho de emissãomo de moeda fiduciária para suprir a falta de troco nas Províncias. O surto de emoissão acompanham as dificuldades políticas internas e externas. Como um todo a moeda em circulação passa de 1.870 mil libras em 1822. A população cresce rapidamente, e a fisionomia econômica do país vai modificar-se a partir da década de 1840, com o começo do ciclo do café, que representará por duas gerações a expansão econômica, com a especialização agrícola, sob as formas de estrutura sócio-política oligárquica. Nesse período nota-se a tomada de consciência das classes médias nativas, quando 40,9% das firmas comerciais, fabris e industriais, eram de estrangeiros. O tráfico de escravos se agrava nessa época. A Inglaterra tendo abolido sua escravatura das colônias, passa a liderar o movimento para sua progressiva liquidação, invertendo o papel por ela exercido no século anterior, quando foi maior beneficiária desse empenho.

O Brasil não cumpria devidamente seus compromissos nessa matéria, e o Paralamento Inglês aprova a intervenção de barcos suspeitos em alto-mar, beirando o estado de guerra, até que o Governo brasileiro toma providências para cessar a entrada de escravos negros no país, destruíndo mais de 90 embarcações. E esse foi um forte momento na economia brasileira, pois assinala a primeira grande experiência do capitalismo industrial entre nós - a princípio com grande êxito, depois frustrada, de modo que poderíamos dizer quase que consciente pela ação da oligarquia agrária fortalecida pela expansão da cultura do café.

DEPENDÊNCIA ECONÔMICA COM INDEPENDÊNCIA POLÍTICA: a experiência do crescimento para dentro 1844-1875

EPISÓDIO MAUÁ como PARADIGMA


Pela redução forçada do tráfico de negros africanos (1844) Mauá conclui que surgiria um contingente de capital líquido em busca de colocação criando uma organização bancária, iniciando uma série de empreendimentos ligados à expansão e ordenamento das atividades governamentais, de ordem pública e social.

Mauá se conforma como modelo de herói do capitalismo, que mais tarde descobriria, não era a regra da sociedade oligárquica e da economia dependente brasileira de então.



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