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Imigração e Colonização parte I




IMIGRAÇÃO E COLONIZAÇÃO


Tanto a imigração européia quanto o sistema de colonização brasileira, estão intimamente ligadas à questão da escravidão, sobretudo do negro africano, uma vez que o nativo não se rendeu às pressões dos europeus no processo colonizador. Essa mesma escravatura proporcionou uma nova população ao país, assim como foi nova a população de europeus na condição de colonos brancos. Os interesses nesses colonos era sobretudo, por parte dos colonizadores, na sua força de trabalho barata. Dessa forma, alguns métodos foram utilizados. A oferta e esperança de um mundo novo e futuro brilhante, talvez tenha sido a maior causa da vinda de tantos povos para o Brasil-colônia. A população no fim do período colonial era de 3 milhões de habitantes, vivendo a maior parte perto do litoral, onde começou o povoamento brasileiro. Foi desse, que partiu o povoamento do interior do país, e para que tal acontecesse, empregou-se métodos, principalmente para povoar regiões de valor estratégico, deixada ao abandono das imigrações espontâneas, sobretudo em sentido de defesa fronteiriça. Exemplo disso se deu em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nesses locais foram assegurados colonos vindos das Ilhas Açorianas, que recebiam concessões e facilidades de estabelecimento. Pode-se perceber que a imigração e colonização tiveram colocações, estabelecimentos e interesses de ordem objetiva, política e militar. A vinda da Corte portuguesa para o Brasil em 1808, foi marcante no sentido de povoamento e afirmação exclusivamente demográfica. Por força da necessidade, de aqui se instalar, diante dos graves problemas reinantes na Europa, a monarquia interessou-se de imediato em transformar a condição da colônia e com isso elevou-a a Reino Unido, cogitando-se até mesmo ser o sucessor da enfraquecida Coroa Portuguesa. O simples interesse em transformar a colônia em substituto da Coroa deu grande impulso que não mais retornou ao estado anterior de condição política. Nesse sentido ocorre uma mescla de colônia e nação, ao mesmo tempo revolucionando o antigo aspecto colonial puro. Isso só serviu para reforçar o desvinculamento da metrópole lusitana. A presença de colonos europeus brancos, diante de sua debilidade, forçava a vinda de escravos africanos, com sua mão-de-obra, necessária para suprir a exportação de produtos tropicais para a metrópole. Em condições de colônia se fazia favorável. Isso não cabia em condições de nação. Essa heterogeneidade resultante do sistema, comentado acima, é tanto racial, cultural e social, dentro de uma situação imprópria demais para um país que se tornara sede de uma monarquia européia. Dentro dessa situação, não fica difícil entender a necessidade de mudanças dentro da política existente. Uma das dificuldades encontradas foi a de reorganização da monarquia portuguesa no Brasil, estando a monarquia privada da sua base européia. Em todos os setores precisava ser incrementado reformas. A questão da segurança era primordial, e se reconstituiu as forças armadas. Problemas de ordem diversas se formaram depois da chegada do soberano ao Brasil, sendo assim necessário organizar aqui as mudanças realmente eficazes no sentido de poder assegurar a tranqüilidade do soberano e de seus protegidos. Este problema nunca foi passível de real solução, estando o soberano até o fim de sua permanência aqui no Brasil, sob cautela de seu aliado inglês. Para ação no Prata, contou com o auxílio das tropas recrutadas em Portugal depois da expulsão dos franceses. Mas a existência do problema sempre persistiu, e serviu de estímulo para mudanças da política de povoamento do país. De modo semelhante ocorre com a questão da segurança interna, mesmo depois da Independência, quando se recorre ao auxílio das tropas mercenárias alemã e irlandesa. E toda essa movimentação, irá de modo imperceptível acrescentar a questão do povoamento do país, incerta e heterogênea.



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