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Imigração e Colonização parte III




SÍNTESE DA EVOLUÇÃO ECONÔMICA DO IMPÉRIO


A segunda metade do século XIX, assinala o momento de maior transformação econômica brasileira. Este momento se desencadeia com a vinda da família real portuguesa para o brasil no ano de 1808 e, sobretudo com a emancipação da Colônia em 1822, prolongando-se até meados do século XX. As forças produtoras se expandem, ampliando os horizontes comerciais e econômicos. Com a abolição da escravatura, o país entra em franca prosperidade e ampla atividade de sua vida econômica. Alguns empreendimentos vão sendo elaborados e colocados em funcionamento, não representando mais exploração especulativa dos capitais, antes investidos no tráfico de escravos africanos. Todo esse processo de desenvolvimento, embrenhado em crises de crescimento mais ou menos graves, vai se prolongar daí por diante em marcha segura, até o vindouro século XX, com interrupções tais como a Guerra do Paraguai, durante cinco anos. Embora vitorioso, estava o Brasil por demais enfraquecido. E o vencido Paraguai nunca pagou suas dívidas de guerra. Os problemas e crises nacionais tomam novo impulso, modificando a estrutura econômica e social dentro do país. Aparecerá no Brasil, uma réplica das grandes praças financeiras da Europa e dos Estados Unidos, já tomados pelo capitalismo e suas conseqüências. As iniciativas privadas, fazem do Estado um colaborador, se arrastando aos moldes ingleses, ávido em captar em seu benefício as atividades de uma jovem nação em próspero florescimento. Um grande empresário dessa época foi o Barão de Mauá, já comentado em DEPENDÊNCIA ECONÔMICA COM INDEPENDÊNCIA POLÍTICA: a experiência falha do crescimento para dentro - 1844/1875 - EPISÓDIO MAUÁ, este proporcionou ao Brasil, dentro dos seus interesses, grandes avanços em vários setores. Os grandes empreendimentos foram as estradas de ferro, o aparelhamento portuário, diversas obras urbanas, dentro do setor industrial. Nessa fase de nossa história, é que grandes fortunas vieram a se formar, muito embora sem nenhum requinte contemporâneo de abastança, ou de conforto. Grandes obras são realizadas nessa época. Desenvolveram-se atividades de legada importância, tais como a rede de telegráfos, cabos submarinos trans-oceânicos, ligando o Brasil a diversos países da Europa. Ocorreu um relativo avanço de progresso industrial, das manufaturas têxteis de modo particular. Acontecia porém, que todo esse processo de manufatura, toda aparelhagem e técnicas vinham sendo herdados dos já ultrapassados dos principais centros da Europa e do mundo conhecido de então. Estas indústrias irão ter sua significativa concentração em São Paulo. A questão da mão-de-obra nestes grandes centros, onde a indústria favoreceu o crescimento populacional, torna-se fácil, ampla e muito barata. Esse fator, que sem dúvida alguma é primordial, veio facilitar de modo alarmante a sua prosperidade. Os antigos escravos, e agora, não-senhores ficam desajustados dentro das perspectivas de uma sociedade completamente diferente daquela em que antes eles estavam inseridos, como meros elementos de mão-de-obra produtiva sem remuneração alguma. Evidentemente que, todo sistema de transformação por si só acarreta, dentro de uma sociedade tais crises de adaptação social, tal qual a que se deu com os escravos africanos, agora "livres", mas presos dentro da própria insegurança, da falta de ter quem os comandasse ou lhes dessem ordens a serem cumpridas. Ficaram à mercê da sorte, ou do azar, haja visto que, muitos não tinham para onde ir, não sabiam viver sem seus "donos". A participação de imigrantes europeus nesse processo foi fundamental.

As mulheres chegavam fazer trabalho que só aos homens competia, galgando espaço social. Outro fator evidenciado nesse processo de transformação, foi o da adaptação demográfica. E, no Brasil a coisa não foi diferente. O avanço dos povoamentos em todas as regiões, de um modo ou de outro, trouxe uma organização econômica e social distintas, de região para região.



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