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Conceitos de trabalho



O homem é um ser individual, com suas próprias necessidades e desejos. Através da sua força de trabalho, ele atua sobre a natureza e transforma-a. Segundo Braverman, o trabalho pode ser dividido em dois tipos: trabalho conceptivo e trabalho de execução. A idéia concebida por uma pessoa pode ser executada por outra. Na fase de execução, o trabalho é reconhecido como força de trabalho, ou seja, como a capacidade humana de executar o trabalho.


No sistema capitalista, a produção exige a compra e a venda da força de trabalho. Para isso é necessário que os trabalhadores sejam pessoas livres, não possuam os meios de produção, nem ponha a venda sua força de trabalho para outros, e sejam capazes de expandir as atividades produtivas.


Desta forma, o trabalho se inicia com um contrato (acordo) no qual se estabelece as condições de venda da força de trabalho pelo trabalhador e sua compra pelo empregador.


Uma característica importante do trabalho é a sua capacidade de produzir além do que ele consome, esse trabalho é conhecido como trabalho excedente. É essa característica que permite a exploração do trabalhador.


O exemplo a seguir foi analisado por Marx: suponhamos que a jorna­da de trabalho seja de oito horas, mas com quatro horas o trabalhador produz uma cesta de bens necessários ao seu sustento. As quatro horas restante é considerado trabalho que não lhe pertence: o trabalho excedente ou tra­balho não pago que vai para o capitalista, ou a mais ? valia. É através do trabalho não pago que o empresario eleva a sua riqueza.


Portanto, o trabalhador não recebe por todo o trabalho que ele executa na jornada de trabalho, mas apenas a parte que lhe cabe, ou melhor, que é ncessário para ele sobreviver.


Esse excedente econômico produzido pelo trabalho humano e que não lhe pertence, apareceu em virtude da especialização dos meios de produção, da divisão do trabalho e do crescimento da agricultura. O uso de técnicas de produção elevou em muito a produtividade. Com isso, começou a se criar na sociedade um excedente produtivo. Esse, por sua vez, passou a ser trocada na comunidade. Ao usar sua força de trabalho para produzir além de suas necessidades, o homem passou de animal social para animal econômico.


Portanto, a riqueza da sociedade, objeto de estudo da economia, é aumentada pelo uso do trabalho humano. É ele quem constrói os instrumentos de trabalho, os meios de produção, extrai o essencial da natureza e produz os bens e serviços.








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